Capitão do Costa Concordia será julgado por homicídio culposo

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Se considerado culpado pelas acusações de múltiplo homicídio culposo e abandono de navio, entre outras, Schettino pode pegar até 20 anos de prisão

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O capitão do navio de cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na costa da Itália no ano passado, deixando 32 mortos, será julgado por homicídio culposo múltiplo, além de outras acusações, determinou um juiz italiano nesta quarta-feira.

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AP
Francesco Schettino, capitão do Costa Concordia, deixa audiência em Grosseto, na Itália (15/10)

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O Costa Concordia virou perto do porto de Giglio em janeiro do ano passado, após ter colidido com rochas durante uma manobra realizada muito perto da costa. O acidente provocou a retirada durante a noite de mais de 4 mil passageiros e tripulantes do navio de 290 metros de comprimento, que ainda repousa sobre pedras diante do porto.

O capitão Francesco Schettino deixou o navio antes que todos os tripulantes e passageiros estivessem na terra.

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Um juiz da cidade toscana de Grosseto decidiu que Schettino será julgado pelas acusações de múltiplo homicídio culposo e abandono de navio, entre outras. A primeira audiência está marcada para 9 de julho, disse à Reuters o advogado de Schettino, Francesco Pepe. Se for considerado culpado, Schettino pode pegar até 20 anos de prisão, de acordo com Pepe.

No mês passado, a promotoria rejeitou uma oferta de acordo com a confissão de Schettino, mas aceitou de outros cinco funcionários, incluindo quatro oficiais do navio e o coordenador de crise da empresa proprietária da embarcação, a Costa Cruzeiros.

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A Costa Cruzeiros, uma unidade da Carnival Corp, concordou em pagar 1 milhão de euros para resolver possíveis acusações criminais em abril. Isso significa que Schettino será a única pessoa julgada pelo desastre marítimo.

"Esperávamos desde o início que fosse levado a julgamento", disse o advogado de Schettino. Ele argumenta que seu cliente foi feito de bode expiatório.

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