Anteriormente, autoridades haviam confirmado 51 mortos, incluindo 20 crianças; segundo porta-voz do departamento de saúde, vítimas foram contadas duas vezes

O departamento médico revisou nesta terça-feira (21) o número de mortos no tornado em um subúrbio de Oklahoma City , nos EUA, para 24, incluindo nove crianças. A porta-voz Amy Elliot afirmou nesta terça-feira que algumas das vítimas foram contadas duas vezes durante o caos provocado pelo tornado.

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Tornado atravessa sul de Oklahoma City, nos EUA (20/5)
AP
Tornado atravessa sul de Oklahoma City, nos EUA (20/5)

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Autoridades afirmaram inicialmente que o desastre havia deixado 51 mortos, incluindo 20 crianças. Havia estimativas de que o número de mortos passaria de 90.

As equipes de resgate esperam terminar na noite desta sexta as buscas nos destroços em Moore, ao sul de Oklahoma City, depois que os ventos com velocidade de mais de 320 km/h arrasaram o subúrbio na tarde de segunda (20).

"Enquanto estivermos aqui, vamos continuar com a esperança de encontrar sobreviventes", disse Trooper Betsy Randolph, porta-voz da patrulha rodoviária de Oklahoma, que ajudava nas operações de resgate.

Segundo autoridades, pelo menos duas escolas estavam no caminho do tornado e mais de 120 vítimas foram atendidas em hospitais, incluindo 50 crianças.

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O tornado destruiu dezenas de edifícios na tarde de segunda em Moore, onde vivem 41 mil habitante. Bairros inteiros ficaram em ruínas. Casas viraram pilhas de madeira destroçada. Carros e caminhões foram abandonados revirados nas estradas.

Na escola primária Plaza Towers, onde as buscas se concentrara m na manhã desta terça, o tornado destruiu o teto e fez com que as paredes desabassem, tranformando o parque infantil em uma montanha de plástico e metal. Crianças dessa escola estavam entre os mortos, mas alguns estudantes foram retirados com vida dos destroços. Outra escola primária, Briarwood, também ficou destruída.

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Soldado caminha perto de destroços deixados por tornado que passou por Moore, Oklahoma
AP
Soldado caminha perto de destroços deixados por tornado que passou por Moore, Oklahoma

Com ventos de ao menos 322 km/h, o Serviço Nacional de Meteorologia classificou o fenômeno como EF5 na Escala Enhanced Fujita, o tipo mais potente de tornado.  Menos de 1% dos tornados alcançam tal velocidade.

As famílias aguardavam ansiosamente perto de igrejas para saber se seus entes queridos estava bem. Um homem com um megafone passou a noite de segunda-feira perto da Igreja Metodista St. Andrews chamando pelos nomes das crianças sobreviventes. Pais ficaram nos arredores, esperando ouvir os nomes de seus filhos e filhas.

O Serviço Nacional de Meteorologia previu pelo menos 10% de chances de tornado em partes de Texas, Oklahoma, Arkansas, Kansas, Missouri e Illinois. Em áreas de quatro outros Estados - Wisconsin, Indiana, Michigan e Iowa - a chance é de 5%.

A temporada de tornados nos Estados Unidos estava excepcionalmente tranquila até a semana passada, quando um deles atingiu Granbury , no Texas, deixando seis mortos.

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Testemunhas disseram que o tornado desta segunda parecia mais feroz do que o gigante que rasgou a região em 3 de maio de 1999, deixando mais de 40 mortos e destruindo milhares de casas. Aquele tornado também foi classificado na categoria EF5.

Veja imagens da destruição:

Pronunciamento de Obama

Em pronunciamento nesta terça-feira, o presidente Barack Obama afirmou estar instruindo sua equipe de resposta a desastres para ajudar as vítimas de Oklahoma com tudo de que precisarem. 

Obama caracterizou o fenômeno como "um dos mais destrutivos tornados da história", embora tenha acrescentado que a extensão total do estrago ainda seja desconhecida.

Obama fez o pronunciamento depois de ser informado em uma reunião sobre os mais recentes desdobramentos da tragédia, enquanto o diretor da Agência Federal de Emergências, Craig Furgate, estava em trânsito, em direção a Oklahoma.

O presidente americano declarou zona de desastre em Oklahoma e ordenou ajuda federal para complementar os esforços de resgate do Estado e do município. Obama afirmou que há ainda um longo caminho de recuperação a ser percorrido. Mas disse que as vítimas não estarão sozinhas e terão todos os recursos de que precisarem.

*Com AP

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