Um dia depois de ter lançado três mísseis, Pyongyang teria feito um quarto disparo neste domingo; ONU condena 'ação provocativa'

A Coreia do Norte disparou um míssil de curto alcance da costa leste do país neste domingo (19), um dia depois de ter lançado três destes mísseis , afirmou uma agência de notícias da Coreia do Sul.

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Líder norte-coreano Kim Jong-un levanta sua mão com outro líderes durante encontro do Comitê Central do governista Partido dos Trabalhadores em Pyongyang (31/03)
AP
Líder norte-coreano Kim Jong-un levanta sua mão com outro líderes durante encontro do Comitê Central do governista Partido dos Trabalhadores em Pyongyang (31/03)

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Os lançamentos de mísseis de curto alcance pelo Norte não são incomuns, mas, depois de uma série de alertas feitos por Pyongyang sobre uma iminente guerra nuclear, tais disparos elevaram as preocupações sobre a segurança da região.

"A Coreia do Norte disparou um míssil de curto alcance, assim como aconteceu ontem, em direção ao mar no leste", disse a agência sul-coreana Yonhap, citando uma autoridade militar. Um representante do Ministério da Defesa sul-coreano confirmou o relato da agência, mas não deu mais detalhes.

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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que está preocupado com os lançamentos da Coreia do Norte e pediu para Pyongyang evitar novos disparos e retornar às negociações nucleares com as potências mundiais.

Ban, que falou à agência estatal russa RIA Novosti durante uma visita a Moscou, chamou os lançamentos do sábado de "ação provocativa".

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A tensão na península coreana diminuiu no último mês depois de ficar em níveis elevados por várias semanas após a imposição de sanções mais duras da ONU contra Pyongyang. A Coreia do Norte promoveu um terceiro teste nuclear em fevereiro.

O Norte tem emitido alertas quase que diários há semanas sobre uma iminente guerra nuclear com o Sul e os Estados Unidos.

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Também em dezembro o clima na região se agravou após lançamento, pela Coreia do Norte, de um foguete . Os Estados Unidos e os países aliados denunciaram que o lançamento seria o teste de uma tecnologia que poderia ser usada para ataques nucleares.

Com Reuters

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