Com esse ataque, maio se torna até agora o mês mais violento do ano para a coalizão da Otan; quatro funcionários americanos e nove civis afegãos também morreram

Um homem-bomba bateu seu carro contra um comboio dos EUA em Cabul na quinta-feira (16) deixando ao menos 15 mortos, incluindo dois soldados americanos e quatro funcionários civis americanos, disseram autoridades. Este ataque fez de maio o mês mais sangrento do ano para as forças da coalizão estrangeira.

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O comandante Bill Speaks, porta-voz da Secretaria de Defesa dos EUA, confirmou que os dois soldados da coalizão militar Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que morreram no ataque eram americanos. 

Este foi o ataque mais mortal na capital afegã desde 9 de março, quando homens-bomba realizaram um atentado contra o Ministério de Defesa afegão enquanto o secretário de Defesa americano Chuck Hagel fazia uma visita.

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O presidente Hamid Karzai condenou o ataque, dizendo que se tratava de um trabalho de "terroristas e inimigos da paz do Afeganistão".

O Hizb-e-Islami, grupo militante islâmico, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, dizendo que sua nova unidade de "tormento" perseguia o comboio há semanas. O anúncio pode ser um sinal de avanços do movimento, que tem base no nordeste do Afeganistão, e apesar de também lutar contra a coalizão liderada pelos EUA, é um rival do Taleban.

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Nove civis afegãos também morreram, incluindo duas crianças, informou o porta-voz do Ministério Kanishka Beektash, e 35 foram feridos. Maio se tornou o mÊs mais mortal do ano para as forças da coalizão. A Otan planeja retirar suas forças de combate do país no ano que vem.

O suicida detonou o carro-bomba por volta das 8h no horário local (0h em Brasília). "A explosão foi muito grande. Provocou incêndio em prédios próximos", disse Hashmad Stanakzi, porta-voz da polícia local.

O vice-chefe da polícia de Cabul disse que era difícil realizar a contagem dos mortos, porque a explosão deixou muitos dos corpos em retalhos. "Vimos os dois corpos das crianças no chão", disse Daud Amin. "Mas os outros corpos estavam dispersos."

O ataque desta quinta-feira foi o segundo em oito meses reivindicado pelo Hizb-e-Islami. Em setembro, o grupo militante reivindicou responsabilidade quando uma suicida dentro de um carro bomba deixou 12 mortos. Na ocasião, o Hizb-e-Islami disse que o ataque foi uma vingança ao filme "Inocência dos Muçulmanos", feito por um cidadão americano que provocou diversos protestos pelo mundo islâmico.

Com AP

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