EUA divulgam documentos sobre ataque que matou embaixador na Líbia em 2012

Por iG São Paulo |

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Divulgação de cem páginas de emails e anotações é feita após republicanos sugerirem que equipe de Obama foi cúmplice em tentar alterar declaração feita após atentado em Benghazi

Mais de cem páginas de emails e anotações divulgadas nesta quarta-feira pela Casa Branca revelam uma intensa discussão entre a CIA (a Agência de Inteligência dos EUA) e o Departamento de Estado para preparar a declaração oficial do governo após os ataques de setembro em Benghazi, Líbia, que mataram quatro americanos, incluindo o embaixador Christopher Stevens.

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Até agora, a Casa Branca descartava a publicação dos documentos e deixava investigadores do Congresso apenas revisarem a documentação sem fazer cópias. Os documentos descrevem como o governo desenvolveu os principais pontos para descrever o que queria discutir publicamente no momento imediato após os atentados de 11 de setembro de 2012.

A Casa Branca revelou os emails depois de republicanos usarem trechos de uma correspondência que se tornou pública na sexta para sugerir que a equipe do presidente Barack Obama foi cúmplice em tentar alterar a declaração oficial feita pela embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, nos dias posteriores ao ataque.

Assessores da Casa Branca disseram que os trechos usados pelos republicanos, e amplamente veiculados pela mídia americana, eram uma representação imprecisa de seu envolvimento. Na terça, a CNN obteve um dos emails que parecia atenuar o envolvimento da Casa Branca.

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Mas os democratas - incluindo alguns dos principais ex-assessores de Obama - disseram nesta quarta que o governo teria de divulgar todos os emails em um esforço para provar que o presidente não tinha nada a esconder. “Acho que se beneficiariam em deixar todos esses emails disponíveis", disse o ex-assessor graduado David Axelrod à MSNBC na manhã desta quarta.

Durante uma breve coletiva na segunda, Obama caracterizou os questionamentos republicanos sobre Benghazi como um "espetáculo menor", afirmando não existir nada de verdadeiro nas acusações de acobertamento. “De repente, há três dias", disse o presidente, "isso volta à tona como se houvesse algo novo na história. Não há nada novo."

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Lançado dois meses antes das eleições americanas do ano passado, o ataque fez os republicanos acusarem Obama de ter ignorado sinais de deterioração da segurança na Líbia e de descrever um ato terrorista como meros protestos contra um vídeo antimuçulmano. Autoridades de Washington suspeitam que militantes vinculados à Al-Qaeda lançaram o ataque.

*Com New York Times e AP

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