Organização pede que China revogue penas contra profissionais do sexo

Por Reuters | - Atualizada às

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Prostituição não é permitida no país, embora a indústria tenha crescido desde que o país lançou reformas econômicas em 1978

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A China deve remover penalidades criminais e administrativas contra os profissionais do sexo, que muitas vezes levam a graves abusos policiais, disse a Human Rights Watch em um relatório divulgado nesta terça-feira (14).

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AP
Policial monitora grupo de supostas prostitutas durante inspeção em um clube em Pequim (03/2006)

Os abusos incluem tortura, espancamentos, agressões físicas, multas e detenções arbitrárias de até 2 anos, bem como a falha em investigar crimes contra os profissionais do sexo por clientes, chefes e agentes do Estado, de acordo com o relatório.

A prostituição não é permitida na China, embora a indústria tenha crescido desde que o país lançou reformas econômicas em 1978. A organização Human Rights Watch estima que entre 4 e 6 milhões estão envolvidos com o trabalho sexual na China, sendo as mulheres a maioria esmagadora.

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Os profissionais do sexo também são submetidos a testes de HIV forçados, violações da privacidade e maus-tratos por funcionários de saúde, diz o relatório. "Na prática, os profissionais do sexo são tratados como se não tivessem direitos, simplesmente porque são profissionais do sexo", disse Sophie Richardson, diretora para a China da Human Rights Watch.

O porta-voz da chancelaria chinesa, Hong Lei, questionado sobre o relatório, se recusou a comentar. O governo publicou, no entanto, o seu relatório anual sobre direitos humanos nesta terça-feira, repetindo o discurso padrão de que a China respeita e protege os direitos humanos e que, para isso, considera melhorar os padrões de vida de uma medida importante.

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"Depois de anos de esforços ininterruptos, a China atingiu um nível superior em termos de qualidade de vida das pessoas, democracia, Estado de direito, desenvolvimento cultural, segurança social e proteção ambiental", disse o relatório do governo.

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