Secretário de Justiça quer que Receita americana seja investigada por enfatizar grupos como o Tea Party nas eleições de 2010 e 2012 para ver se violavam seu status de isenção fiscal

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse nesta terça-feira que ordenou uma investigação sobre a realização pela agência de imposto americana de uma avaliação fiscal adicional de grupos conservadores.

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Secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, dá coletiva em Washington
AP
Secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, dá coletiva em Washington

O anúncio feito em uma coletiva leva a questão para além das várias comissões do Congresso que já investigam o Serviço de Receita Interna (IRS, na sigla em inglês) por enfatizar grupos conservadores como o Tea Party durante as eleições legislativas de 2010 e as eleições presidenciais de 2012 . Os investigadores tentarão determinar se algum lei foi desrespeitada. Holder classificou a prática da agência de "ultrajante e inaceitável".

O governo do presidente Barack Obama tenta sair da controvérsia da agência fiscal, tentando mostrar que leva a questão seriamente e evitando que se torne um grande escândalo. O caso é apenas uma de várias controvérsias que deixaram Obama na defensiva poucos meses depois do início do seu segundo mandato .

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A agência pediu desculpas pelo que reconheceu como avaliação "inapropriada" de grupos políticos convervadores para ver se violavam seu status de isenção fiscal. Em alguns casos, reconheceu o IRS, os agentes de forma imprópria pediram as listas de doadores. A agência culpou empregados de baixo escalão em um escritório regional, afirmando que nenhum funcionário da alta hierarquia estava ciente do procedimento.

O chefe interino do IRS, Steven Miller, surgiu como uma figura-chave na controvérsia depois que os republicanos se centraram em seu fracasso em revelar ao Congresso que os grupos do Tea Party foram avaliados durante as revisões dos pedidos de isenção fiscal. Miller foi informado em 3 de maio que os pedidos para a isenção fiscal dessas organizações foram separados para passar por um escrutínio maior, disse o IRS na segunda.

Enquanto os republicanos criticaram o governo por ter como alvo os grupos conservadores, nenhuma culpa foi diretamente lançada contra Obama, que disse ter se inteirado do assunto por meio de reportagens na sexta-feira.

Os republicanos tentam vincular o escândalo com a resposta do governo aos ataques de setembro em Benghazi, Líbia, que causaram a morte do embaixador americano . Eles dizem que isso é outro exemplo de abuso de poder do governo e apontaram para emails revelados na sexta mostrando que funcionários graduados do governo pressionaram para que referências a alertas anteriores ao ataque e sobre a Al-Qaeda fossem apagados do memorando usado pela embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, cinco dias depois.

Os republicanos insistem que o governo Obama e o Congresso enganaram a população americana imediatamente após o atentado, tentando subestimar um ato de terrorismo que poderia prejudicar o presidente semanas antes da eleição de 2012. Os democratas acusam os republicanos de tentar explorar uma tragédia para ter um ganho político.

*Com AP

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