Centro-direita vence na Bulgária, mas deve ter dificuldade para formar governo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Partido de ex-premiê Borisov fica distante de conquistar maioria, numa indicação de que não deve haver um fim para impasse político que assola o país mais pobre da UE

O centro-direitista do partido Cidadãos pelo Desenvolvimento Europeu da Bulgária (Gerb, na sigla búlgara), do ex-primeiro-ministro Boiko Borisov, ficou bem distante de conquistar uma maioria para formar um governo, de acordo com resultados quase finais da eleição divulgados nesta segunda-feira, numa indicação de que não deve haver um fim para o impasse político que assola o país mais pobre da União Europeia.

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AP
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Com 30,7% dos votos, o partido liderado por Borisov terá a primeira chance de formar um governo, mas a falta de legendas com a intenção de participar de uma coalizão com o Gerb abriria caminho para a oposição socialista, que obteve 27% na votação de domingo, tentar formar um novo governo.

O Gerb renunciou ao governo em fevereiro em meio a denúncias de corrupção. Os socialistas disseram que farão de tudo para assegurar que Borisov não retorne ao poder.

Borisov se manteve praticamente em silêncio após a votação, e o Gerb - que deixou o governo sob protestos em todo o país- não realizou qualquer festa pós-eleitoral nem fez anúncios de vitória.

"O Gerb será responsável perante a nação. (Borisov) é capaz de propor e formar um governo - que poderia ser de minoria", disse o ex-ministro do Interior Tsvetan Tsvetanov, vice-líder do partido.

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O desânimo generalizado com o processo eleitoral foi refletido nos números de comparecimento: apenas 53% dos eleitores foram às urnas. Foi o comparecimento mais baixo em qualquer eleição parlamentar desde a queda do comunismo, em 1989.

Seis anos após a adesão à UE, muitos dos 7,3 milhões de búlgaros estão revoltados com os baixos padrões de vida e com a corrupção, após uma campanha que consistiu mais em acusações do que na apresentação de propostas políticas claras, e que foi marcada por um escândalo sobre escutas telefônicas e cédulas ilegais de votação.

*Com AP e Reuters

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