Turquia diz que forças sírias estão por trás de ataques que mataram mais de 40

Por Reuters |

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Autoridades turcas prenderam nove após atentados com dois carros-bomba no sábado; ministro sírio negou qualquer envolvimento do país no ataque

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A Turquia diz que combatentes leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad, estão por trás dos atentados com dois carros-bomba que mataram 46 pessoas em uma cidade de fronteira turca, onde milhares de refugiados sírios vivem, disseram autoridades neste domingo. As autoridades prenderam nove pessoas, todos cidadãos turcos e incluindo o suposto mentor, após os atentados em Reyhanli no sábado, afirmou o vice-primeiro-ministro Besir Atalay a repórteres.

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Umit Bektas/Reuters
Turcos protestam contra política sobre a Síria após ataques que mataram mais de 40 na Turquia

O ministro das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, disse que os envolvidos também são suspeitos de participar de um ataque contra a cidade costeira síria de Banias, há uma semana, quando pelo menos 62 pessoas foram mortas.

Os ataques aumentaram os temores de que a guerra civil da Síria está se arrastando para Estados vizinhos, apesar de movimentos diplomáticos para acabar com dois anos de luta, em que mais de 70 mil pessoas foram mortas. "O ataque não tem nada a ver com os refugiados sírios na Turquia, ele tem tudo a ver com o regime sírio", disse Davutoglu à TV. "Devemos ter cuidado contra provocações étnicas na Turquia e no Líbano após o massacre Banias", disse ele.

O ministro da Informação sírio, Omran Zubi, negou qualquer envolvimento da Síria e rejeitou o que chamou de "acusações infundadas".

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O conflito tem inflamado o confronto entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, com o Irã xiita apoiando Assad, e poderes sunitas, como a Arábia Saudita, apoiando os rebeldes. Banias é um bolso sunita no meio de um grande enclave alauíta na costa mediterrânea da Síria. Ativistas da área acusam milícias leais a Assad, um alauíta, de ataques étnicos. Reyhanli tornou-se uma base para os rebeldes que lutam contra Assad perto da fronteira.

Veja fotos do atentado na Turquia no sábado:

Explosão em cidade turca perto da fronteira com a Síria deixou dezenas de mortos neste sábado (11). Foto: ReutersMulher ferida é retirada de local onde um carro-bomba explodiu em Reyhanli . Foto: ReutersDezenas de pessoas morreram na cidade situada a poucos quilômetros de um importante posto fronteiriço com a Síria. Foto: ReutersEstrutura de um dos prédios atingidos ficou muito danificada. Foto: ReutersPopulação se reúne no local da explosão em Reyhanli, na Turquia, fronteira com a Síria. Foto: APBombeiros tentam apagar incêndio após explosão na cidade turca de Reyhanli. Foto: ReutersVeículos atingidos pelo incêndio ocorrido após as explosões. Foto: ReutersSoldados impedem a aproximação em uma das áreas onde ocorreu uma explosão neste sábado (11) . Foto: Reuters

Número de mortos no conflito

Pelo menos 82 mil pessoas foram mortas e outras 12.500 estão desaparecidas depois de dois anos de guerra civil na Síria, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos neste domingo. 

O Observatório, estabelecido por Abdulrahman na Grã-Bretanha sete anos atrás, disse que 4.788 crianças estavam entre os 34.473 civis mortos. Outros 12.916 combatentes contra Assad foram mortos, junto com 1.924 desertores do exército, disse o órgão.

Do lado dos leais ao presidente, 16.729 soldados e 12 mil homens da milícia e informantes foram assassinados.

Oposição síria

A coalizão de oposição da Síria se reunirá em Istambul em 23 de maio para decidir se participará de uma conferência patrocinada pelos Estados Unidos e Rússia para tentar acabar com a guerra civil síria, disseram oficiais da coalizão neste domingo.

A assembleia geral da coalizão também vai eleger um novo chefe da coalizão ocidental e do Golfo, e discutir o destino do primeiro-ministro provisório Ghassan Hitto, que tem estado sob fortes críticas, disseram as fontes à Reuters.

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