Ex-primeiro-ministro declara vitória em eleição no Paquistão

Por Reuters |

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Resultados ainda são parciais, mas provável vitória de Nawaz Sharif significará um retorno triunfal para um líder político que foi deposto em golpe militar em 1999

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O político paquistanês Nawaz Shariff declarou vitória neste sábado durante discurso após os primeiros resultados da eleição mostrarem clara liderança de seu partido. Os números tornam quase certo que ele vai se tornar primeiro-ministro do país pela terceira vez.

A eleição, pela qual 86 milhões de pessoas estavam aptos a votar, vai marcar a primeira transição entre os governos civis em um país que tem sido governado pelos militares por mais da metade de sua história turbulenta.

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Nawaz Sharif, ex-primeiro-ministro do Paquistão, declara vitória nas eleições e discursa para uma multidão

Apesar de violência pré-eleitoral e os ataques neste sábado, que mataram pelo menos 17 pessoas, milhões acabaram indo às urnas.

"Os resultados ainda estão chegando, mas uma coisa é certa: nós somos o maior partido até agora", declarou ele a uma multidão. "Por favor, orem pela manhã. Nós estamos em uma posição que não precisa da muleta de parceiros de colizão."

De acordo com a contagem de votos, o partido do ex-primeiro-ministro Liga Mulçumana do Paquistão (PML-N) liderava 119 das 272 cadeiras da Assembleia Nacional.

O Partido do Povo do Paquistão (PPP) aparecia em segundo na contagem, assegurando 34 postos do Parlamento.

A provável vitória de Sharif significa um retorno triunfal para um líder político que foi deposto em golpe militar em 1999, preso e exilado depois.

Mas ainda não estava claro que o seu partido terá parlamentares suficientes para agir sozinho ou será forçado a buscar aliados da colizão, o que poderia dificultar reformas muito necessárias para reanimar uma economia quase falida.

Apesar do calor escaldante, muitos foram às urnas animados com a perspectiva de mudança em um país que sofre com a militância do Taliban, com uma economia quase falida, com corrupção endêmica e com cortes de energia crônicos e infra-estrutura decadente.

"O governo que elegermos hoje vai determinar se a podridão vai ser contida ou se vamos deslizar ainda mais para o abismo", escreveu o advogado Babar Sattar no The Daily News.

Um ataque a bomba no escritório do Partido Nacional Awami (ANP) na capital comercial, Karachi, matou 11 pessoas e feriu cerca de 40. Pelo menos duas ficaram feridas em três explosões que se seguiram, e meios de comunicação relataram tiros na cidade.

Homens armados em uma motocicleta abriram fogo perto de uma estação de voto na província rebelde, matando duas pessoas, disse a polícia.

Vários ficaram feridos em uma explosão que destruiu um escritório da ANP no noroeste insurgência infectado, e não havia mais vítimas em uma explosão na cidade de Peshawar.

O Taliban do Paquistão, grupo próximo à Al Qaeda, matou mais de 125 pessoas na violência relacionada com as eleições desde abril. O grupo, que está lutando para derrubar o governo apoiado pelos Estados Unidos, considera as eleições como anti-islâmicas.

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