Ascensão de ex-jogador de críquete embola eleição paquistanesa

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Partido de Imran Khan cresceu nas pesquisas na reta final da campanha e pode levar a um Parlamento dividido e a uma prolongada negociação para a formação de uma coalizão

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O partido do ex-jogador de críquete Imran Khan cresceu nas pesquisas na reta final da campanha e pode embolar a eleição geral de sábado no Paquistão, resultando em um Parlamento dividido e numa prolongada negociação para a formação de uma coalizão.

Quinta: Homens armados sequestram filho de ex-premiê do Paquistão

AP
Presidente do partido Tehrik-i-Insaf, Imran Khan, é visto em telão enquanto discursa para comício em Islamabad de sua cama no hospital, onde se recupera de queda (09/05)

Segunda: Explosão em comício de partido islâmico mata 14 no Paquistão

A perspectiva de um governo fraco ofusca o otimismo em torno da primeira transição entre dois governos civis na história do Paquistão. O partido do ex-premiê Nawaz Sharif deve formar a maior bancada, e ele tem grandes chances de voltar ao cargo 14 anos depois de ter sido deposto por militares, preso e posteriormente exilado.

Mas Khan pode acabar como o fiel da balança se não houver um vencedor claro. Num sinal da sua popularidade, 35 mil simpatizantes participaram na quinta de um comício em Islamabad, sem a presença do próprio candidato.

O popular ex-jogador, de 60 anos, está hospitalizado depois de se machucar na queda de um elevador durante um comício nesta semana. O acidente pode ter lhe rendido a simpatia de muitos eleitores.

O partido dele, chamado Tehrik-i-Insaf (ou Momento para a Justiça), começou a campanha com menos de 10% das intenções de voto e na quarta apareceu em um levantamento da revista Herald com 24,98%, logo atrás da Liga Muçulmana do Paquistão, de Sharif.

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Nesse pesquisa, o Partido do Povo do Paquistão, do presidente Asif Ali Zardari, aparece apenas em terceiro lugar.

"Embora Khan tenha inicialmente sido prejudicado pela falta de organização partidária e pela ausência de uma presença em nível provincial, ele conseguiu superar esses desafios estabelecendo uma rede de voluntários que fez campanha freneticamente e realizou enormes atos públicos nas últimas semanas", disse Shamila Chaudhary, editora-sênior do Eurasia Group.

Khan, mais conhecido esportista da história do Paquistão, teve uma juventude típica de playboy, mas nos últimos anos surgiu como um contestador das dinastias políticas do país, tradicionalmente vistas como clientelistas e corruptas.

A campanha paquistanesa terminou oficialmente à 0 hora desta sexta-feira (hora local). Mais de 110 morreram em incidentes políticos durante a campanha, e a violência prosseguia na véspera da votação.

Nesta sexta, atentados contra comitês partidários deixaram cinco mortos em Quetta (sudoeste) e Peshawar (noroeste). O Taleban paquistanês, que considera a eleição anti-islâmica, é responsável por esses ataques e na quinta revelou planos para cometer atentados suicidas no dia da votação.

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