Confirmação de pena de Berlusconi não abala governo da Itália, diz ministro

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Corte de apelações confirmou na quarta-feira sentença de quatro anos por fraude fiscal contra ex-premiê, cujo partido faz parte da coalizão de Enrico Letta

AP
Ex-premiê italiano Silvio Berlusconi fala a repórteres após audiência em julgamento no tribunal de Milão em 1º de março

O governo de coalizão da Itália não será atingido pela decisão de uma corte de apelações de manter uma pena de prisão de quatro anos contra o ex-premiê Silvio Berlusconi por fraude fiscal, disse nesta quinta-feira um ministro próximo do líder de centro-direita.

O ministro italiano dos Transportes, Maurizio Lupi, membro do partido de Berlusconi, disse que a coalizão formada pela centro-direita e a centro-esquerda vai ser avaliada por seu desempenho, e não pelas batalhas judiciais de Berlusconi. "Uma sentença injusta não vai fazer o governo balançar", disse Lupi durante um programa de rádio matinal.

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Berlusconi, chefe do Partido Povo da Liberdade (PDL), de centro-direita, não é um membro da coalizão liderada pelo primeiro-ministro Enrico Letta, de centro-esquerda, mas tem força para derrubar o governo.

Berlusconi nega todas as acusações contra ele e diz ser vítima de perseguição por parte de magistrados de esquerda. O ex-premiê, de 76 anos, foi condenado por acusação de fraude fiscal no caso envolvendo a compra de direitos de transmissão por sua rede de televisão Mediaset.

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A decisão do tribunal de apelações também impede Berlusconi de ocupar cargos públicos por cinco anos. As duas sentenças, porém, não são definitivas, já que ainda falta o julgamento por parte de uma corte superior.

Berlusconi, que enfrenta um julgamento separado por acusação de pagar por sexo com uma menor, havia entrado com recurso para reverter a sentença proferida em outubro. A próxima audiência de seu julgamento por pagar por sexo com uma menor está prevista para 13 de maio.

Nova acusação

Promotores pediram nesta quinta que Berlusconi enfrente outro julgamento sob a acusação de subornar um senador, agravando os problemas com a Justiça que o aliado-chave na coalizão de governo da Itália enfrenta. Um juiz de Nápoles deve decidir se as provas são suficientes para indiciar Berlusconi e pedir um julgamento.

Os promotores acusam Berlusconi de ter pago ao ex-senador Sergio De Gregorio 3 milhões de euros (US$ 3,95 milhões) para deixar o pequeno partido Itália dos Valores logo após a eleição parlamentar de 2006 e juntar-se à centro-direita.

Sua deserção minou o governo do então primeiro-ministro Romano Prodi, que tinha uma tênue maioria parlamentar, e contribuiu para seu colapso em 2008. De Gregorio admitiu ter recebido dinheiro, e os promotores pediram para ele ser julgado juntamente com Berlusconi.

*Com Reuters

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