Leopold Engleitner teve vida documentada em livro e filme e ficou preso em três campos nazistas diferentes entre 1939 e 1943, ano em que foi condenado a trabalhos forçados

Reuters

Sobrevivente de campo de concentração Leopold Engleitner participa de feira literária em Frank, na Alemanha (2009)
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Sobrevivente de campo de concentração Leopold Engleitner participa de feira literária em Frank, na Alemanha (2009)

Leopold Engleitner, o mais velho sobrevivente conhecido dos campos de concentração nazistas, morreu aos 107 anos, informou seu biógrafo. Engleitner, um objetor de consciência cuja vida foi documentada no livro e no filme Unbroken Will , ficou preso nos campos de Buchenwald, Niederhagen e Ravensbrueck entre 1939 e 1943.

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Ele recusou-se a renunciar à crença como Testemunha de Jeová para obter a liberdade, mas acabou por ser libertado, pesando apenas 28 kg, com a condição de que concordasse em passar o resto de sua vida trabalhando como operário agrícola escravo.

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Engleitner voltou a trabalhar em uma fazenda perto de sua cidade natal de Bad Ischl, na Áustria, e foi libertado do trabalho forçado pelas tropas norte-americanas, em 1946, após se esconder nas montanhas por um período para escapar de uma convocação para o Exército alemão.

Engleitner continuou seu trabalho missionário após a guerra, ao mesmo tempo que mantinha outros empregos, incluindo um período como vigia noturno em uma fábrica de sabão.

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Ele tornou-se uma figura pública quando o autor e produtor de cinema austríaco Bernhard Rammerstorfer publicou sua biografia e um documentário sobre sua vida em 1999, que foram traduzidas para o inglês em 2004.

Ele contou suas experiências em turnês pela Europa e Estados Unidos e, em seus últimos anos, conversou com estudantes sobre sua própria vida. Engleitner compareceu à estreia de um novo documentário de Rammerstorfer sobre sua história em novembro de 2012, nos EUA. "É muito difícil para mim anunciar a dolorosa notícia do falecimento do meu melhor amigo", escreveu Rammerstorfer em seu site.

O autor disse que Engleitner morreu pacificamente, na companhia da família de Rammerstorfer, em 21 de abril.

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