Abril foi mês mais sangrento no Iraque desde 2008, diz ONU

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Segundo Nações Unidas, 712 morreram em ataques à bomba e outros tipos de violência; guerra civil na vizinha síria foi um dos fatores para aumento na tensão entre sunitas e xiitas

Reuters

Abril foi o mês mais sangrento no Iraque em quase cinco anos, com 712 mortos em ataques à bomba e outros tipos de violência, disse a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Iraque nesta quinta-feira.

O Iraque tornou-se mais violento à medida que a guerra civil na vizinha Síria provocou um aumento da tensão nas frágeis relações entre sunitas e xiitas. As tensões atingiram um pico desde que as tropas dos EUA se retiraram em dezembro de 2011.

Contra xiitas: Ataques coordenados deixam 36 mortos no Iraque

AP
Corpo de Bashar Muhsin, 28 anos, vítima de ataques é levado para seu funeral em Najaf, 160 quilômetros ao sul de Bagdá, Iraque (29/4)

Contra sunitas: Confrontos entre tropas e manifestantes deixam 36 mortos no Iraque

O número de ataques aumentou acentuadamente depois que as forças de segurança invadiram um acampamento de protesto sunita perto de Kirkuk, na semana passada, provocando confrontos que rapidamente se espalharam para outras áreas sunitas, incluindo a província de Anbar, que faz fronteira com a Síria e a Jordânia.

"O mês de abril foi o mais mortal desde junho de 2008. Um total de 712 pessoas foram mortas e outras 1.633 ficaram feridas em atos de terrorismo e atos de violência", disse um comunicado da ONU.

Explosões de carro-bomba: Ataques coordenados deixam 55 mortos no Iraque

Frente Al-Nusra: Grupo rebelde na Síria promete lealdade à Al-Qaeda

O número de civis mortos no mês passado foi de 434, enquanto o número de mortos entre os membros das forças de segurança foi de 288.

Autoridades iraquianas divulgaram na quarta-feira um número muito menor de mortos para abril do que o número divulgado pela ONU. O Ministério do Interior disse que 245 pessoas, incluindo 84 membros das forças de segurança, foram mortas.

Violência: Morte de soldados sírios no Iraque reflete que conflito se espalha por região

Dez anos após invasão americana: Novas ameaças sectárias alarmam Iraque

A violência ainda está bem abaixo do seu auge em 2006 e 2007, mas a filial iraquiana da Al Qaeda e outros insurgentes muçulmanos sunitas estão lançando ataques diários para minar o poder do governo liderado pelos xiitas, e assim provocar um confronto mais amplo.

A política iraquiana está profundamente dividida em linhas sectárias, com o governo de Maliki vivendo um impasse sobre como dividir o poder entre xiitas, o maior grupo, sunitas e curdos, que comandam sua própria região autônoma no norte do país.

Leia tudo sobre: iraque

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas