Tribunal boliviano declara constitucional segunda reeleição de Morales

Por Reuters |

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Para oposição, planos do mandatário de origem indígena de continuar no poder violam Constituição em vigência há quatro anos, que autoriza apenas uma reeleição consecutiva

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AP
Presidente da Bolívia, Evo Morales, durante coletiva em 6 de março

O Tribunal Constitucional Plurinacional da Bolívia afirmou na segunda-feira que o presidente Evo Morales e seu vice-presidente, Alvaro García, estão habilitados a tentar uma segunda reeleição em 2014, de acordo com a mídia local.

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A decisão do tribunal provocou uma onda de protestos da oposição, que denunciou os planos de reeleição do mandatário de origem indígena como uma violação à Constituição que ele mesmo colocou em vigência há quatro anos e que autoriza apenas uma reeleição consecutiva.

Evo, que chegou ao poder após vencer as eleições presidenciais de dezembro de 2005, foi reeleito em 2009 depois de "refundar" o país com uma nova Carta Magna e encurtar em um ano o seu primeiro mandato.

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Embora a nova Constituição tenha estabelecido que os mandatos anteriores à mudança deveriam ser levados em conta na hora de eventuais reeleições, o tribunal determinou que Evo está cumprindo atualmente seu primeiro mandato desde a "refundação" do país e, portanto, pode ser reeleito em 2014.

"O mandato presidencial se computa desde a refundação", disse a repórteres o presidente do tribunal, Ruddy Flores.

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