Ataques coordenados deixam 36 mortos no Iraque

Por iG São Paulo |

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Distritos xiitas foram atingidos nas explosões; desde terça-feira passada, conflitos entre homens armados e forças de segurança e ataques deixaram 218 mortos

Cinco carros-bomba explodiram em cidades e distritos predominantemente xiitas no centro e no sul do Iraque nesta segunda-feira (29), deixando 36 mortos e ferindo dezenas na mais recente onda de violência que atingiu o país, informaram autoridades iraquianas.

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AP
Corpo de Bashar Muhsin, 28 anos, uma das vítimas dos ataques é levado para seu funeral em Najaf, 160 quilômetros ao sul de Bagdá, Iraque

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Ninguém reivindicou responsabilidade pelas explosões coordenadas que atingiram regiões civis, uma estratégia comumente utilizada pela Al-Qaeda do Iraque. Desde a última terça-feira e incluindo as últimas mortes, ao menos 218 foram mortos em ataques e conflitos entre homens armados e as forças de segurança, que tiveram início em um acampamento sunita no norte do Iraque.

O ataque mais mortal na segunda foi na cidade de Amarah, onde dois carros-bomba estacionados explodiram simultaneamente no início da manhã perto de um mercado e uma reunião de trabalhadores da construção, deixando ao menos 18 mortos e 42 feridos.

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Depois dessas explosões, outro carro-bomba foi detonado próximo a um restaurante em Diwaniyah, deixando nove mortos e 23 feridos. Ao menos três carros foram destruídos com a explosão. Amarah, a 320 km ao sul de Bagdá, e Diwaniyah, a 130 km da capital, são predominantemente xiitas e normalmente pacíficas.

Horas depois, outro carro-bomba explodiu na cidade xiita de Karbala, deixando três civis mortos e 14 feridos, segundo a polícia. Também a cidade predominantemente sunita de Mahmoudiya, 30 km ao sul de Bagdá, foi alvo de um ataque com carro-bomba. A explosão em um bairro xiita deixou seis mortos e 14 feridos.

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A violência sectária disparou desde terça-feira passada, qunado forças de segurança tentaram prender manifestantes em um acampamento muçulmano sunita no norte da cidade de Hawisha. A invasão do acampamento provocou um conflito que deixou mortos, incluindo três soldados.

Em um sinal de preocupação diante da situação, autoridades do Iraque decidiram nesta segunda-feira (29) bloquear a única fronteira do país com a Jordânia, a partir de terça. Um breve comunicado do Ministério do Interior não deu detalhes da decisão, dizendo apenas que está "relacionada com assuntos domésticos do país".

O Iraque fechou a mesma fronteira em janeiro, não muito depois que o governo começou a ser alvo de protestos. A rota da Jordânia passa por cidades de maioria sunita, como Ramadi e Fallujah, a oeste de Bagdá, reduto sunita contra o governo.

Com AP e Reuters

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