Militantes matam cinco soldados iraquianos em área de maioria sunita

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Mais de 170 pessoas foram mortas desde terça-feira (23) quando as forças de segurança invadiram um acampamento de protesto de sunitas na cidade de Hawija

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Homens mascarados permanecem armados após ataque em Ramadi, 100 km de Bagdá

Militantes mataram cinco soldados iraquianos na província sunita de Anbar neste sábado (27) e os manifestantes disseram que estavam formando um "exército", depois de quatro dias de agitação que levantaram temores do retorno a um conflito civil sectário generalizado.

Mais de 170 pessoas foram mortas desde terça-feira (23) quando as forças de segurança invadiram um acampamento de protesto de sunitas na cidade de Hawija, provocando confrontos que se espalharam para outras áreas sunitas a oeste e norte.

Sunitas vêm protestando desde dezembro contra a marginalização de sua seita sob o governo xiita no Iraque.

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Um toque de recolher foi imposto na cidade de Ramadi, em Anbar, uma província ocidental, no sábado, depois que militantes mataram cinco soldados que autoridades disseram que estavam retornando de férias para as suas unidades. Os manifestantes disseram que eles tinham sido enviado para atacá-los.

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Os protestos haviam diminuído recentemente, mas o ataque do exército no início desta semana em Hawija, perto da cidade de Kirkuk, 170 km ao norte de Bagdá, reacendeu o descontentamento sunita e pode ter dado um novo impulso aos insurgentes.

"A fim de manter Anbar um lugar seguro para os sunitas, decidimos formar um exército chamado Exército de Orgulho e Dignidade com 100 voluntários de cada tribo para proteger a nossa província", disse Sheikh Saeed Al-Lafi, um porta-voz dos manifestantes.

Influente clérigo sunita, Sheikh Abdul Malik Al-Saadi, que tomou anteriormente uma postura conciliadora e pediu moderação, neste sábado felicitou os "honoráveis iraquianos mujahideen (guerreiros santos)" pela proclamação da criação de um exército regional.

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