Conselho de Segurança da ONU aprova criação de força de paz no Mali

Por Reuters |

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Com 12,6 mil homens, Minusma assumirá a partir de 1º de julho e, se necessário, terá o apoio de tropas francesas para combater ameaças de extremistas islâmicos no país africano

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O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade nesta quinta-feira a criação de um força de paz com 12,6 mil homens no Mali a partir de 1º de julho, que, se necessário, será apoiada por tropas francesas para combater as ameaças de extremistas islâmicos no país da África Ocidental.

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AP
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A França, auxiliada por cerca de 2 mil tropas do Chade, começou uma ofensiva militar em janeiro para expulsar os combatentes islâmicos que se aproveitaram de uma revolta de rebeldes tuaregues malineses para assumir o controle de dois terços do Mali.

A força de paz da ONU, que será conhecida como Minusma, assumirá a autoridade a partir de uma força africana apoiada pela ONU e enviada para assumir o controle dos franceses. A maior parte da força africana, conhecida como Afisma, deve se tornar integrante da força de paz da ONU, disseram diplomatas.

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A força de paz da ONU no Mali será a terceira maior, atrás de destacamentos na República Democrática do Congo e de Darfur, no Sudão, e custará até US$ 800 milhões por ano, disseram funcionários da ONU.

A resolução contém a ressalva de que a criação da força de paz será submetida a uma avaliação sobre o Mali pelo Conselho de Segurança da ONU, formado por 15 membros, em até 60 dias após sua adoção.

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A França começou a retirar seus 4 mil homens e planeja ter apenas 1 mil até o final do ano. Paris tinha dito que o norte do Mali estava sob o perigo de se tornar um trampolim para ataques de extremistas à região e ao Ocidente.

As forças francesas seriam capazes de intervir para apoiar a Minusma caso os soldados se encontrem "sob ameaça iminente e grave e a pedido do secretário-geral", de acordo com a resolução.

Centenas de milhares de malineses foram deslocadas pelos combates e o norte do país permanece vulnerável a contra-ataques por guerrilheiros extremistas islâmicos.

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