Preso segundo homem em caso de estupro de menina de 5 anos na Índia

Por Reuters |

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Vizinhos da criança dizem que ela foi raptada há uma semana em beco do lado de fora de casa e mantida em cativeiro por dois homens em um porão

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A polícia indiana prendeu nesta segunda-feira um segundo homem suspeito de ligação com o estupro e tortura de uma menina de 5 anos em Nova Délhi, mas isso não foi suficiente para conter os protestos contra a incompetência e a corrupção policial.

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AP
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Os vizinhos da menina dizem que a criança foi raptada há uma semana em um beco do lado de fora de sua casa, em um bairro de classe média baixa, e mantida em cativeiro por dois homens em um porão. Eles dizem que a encontraram dois dias depois ao ouvir seus gritos.

Um vídeo que mostra um policial batendo em uma jovem manifestante alimentou a indignação pública, juntamente com a alegação da família de que os oficiais lhe ofereceram 2 mil rupias (US$ 37) em suborno para silenciar o caso, o que atrasou a busca pela menina por várias horas.

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Em sua primeira entrevista à imprensa sobre o estupro, o chefe de polícia de Délhi, Neeraj Kumar, resistiu aos apelos crescentes por sua renúncia. Ele afirmou que suspendeu o policial flagrado nas imagens divulgadas no vídeo juntamente com dois oficiais superiores da delegacia de polícia.

O nome da menina de 5 anos não foi revelado, mas a mídia já a apelidou de "Gudiya", ou boneca. Ela passou por uma cirurgia e apresentava quadro estável nesta segunda, disse a repórteres um médico do hospital onde está internada.

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A indignação pública com o caso faz reviver os protestos que tomaram aos ruas depois do estupro coletivo da jovem de 23 anos em um ônibus em 16 de dezembro. A jovem morreu vítima dos ferimentos. O ataque levou milhares às ruas em protesto e colocou a questão da violência de gênero na agenda política nacional um ano antes das eleições.

Os protestos de agora, no quarto dia, estão sendo menores. Os manifestantes, no entanto, montaram barricadas perto do Parlamento nesta segunda e dizem que estão revoltados com as autoridades que não conseguiram evitar o ataque.

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