Resgate enfrenta dificuldade para chegar a sobreviventes de trerremoto na China

Por BBC |

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No total, 203 pessoas morreram e outras 11,5 mil ficaram feridas após o terremoto de magnitude 6,6 na província de Sichuan, sudoeste da China

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AP
Um homem se senta em frente à casas destruídas pelo terremoto que atingiu Lushan, na província de Sichuan

Equipes de resgate estão tendo dificuldade para alcançar os sobreviventes do terremoto de magnitude 6,6 na província de Sichuan, sudoeste da China. Os membros das equipes, vestidos com uniformes laranja, estão caminhando até os vilarejos mais remotos depois que estradas foram bloqueadas devido aos deslizamentos de terra causados pelo tremor.

No total 203 pessoas morreram e outras 11,5 mil ficaram feridas, segundo as últimas informações da imprensa estatal. Entre os feridos, pelo menos 960 estão em estado grave. Soldados trabalharam durante toda a noite fazendo buscas nos vilarejos e atendendo feridos.

O novo primeiro-ministro da China, Li Keqiang, chegou a Sichuan no sábado, de helicóptero, e está supervisionando as operações de resgate. Ele já visitou hospitais e barracas onde as vítimas recebem atendimento de urgência, além de escalar destroços para ver a extensão da destruição.

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Dezenas de feridos ainda estão recebendo tratamento em um centro de triagem do lado de fora do hospital da cidade. Alguns vilarejos perto do epicentro ficaram em ruínas depois do terremoto. "Era como se a montanha estivesse viva", disse à agência de notícias AFP uma moradora da região, de 68 anos, que perdeu a casa e teve um braço quebrado.

Mais mortos

Chen Yong, vice-diretor do departamento de reação a terremotos da cidade de Ya'an, afirmou que o número de mortos pode aumentar ainda mais. "A maioria dos mortos e feridos já foi informada (às autoridades). Em algumas áreas montanhosas é possível que não tenhamos todas as informações sobre a situação", afirmou.

Moradora chora ao ver a destruição causada pelo terremoto em sua vila, bna província de Sichuan, na China. Foto: APMoradores avaliam danos e buscam pertences em suas casas, destruídas pelo terremoto desta madrugada . Foto: APMoradores carregam seus pertences após terem suas casas destruídas por terremoto. Foto: APUm homem se senta em frente a casas destruídas pelo terremoto que atingiu Lushan, na província de Sichuan . Foto: APVisão aérea da região atingida pelo terremoto em Sichuan (20/04/2013). Foto: ReutersA região de Sichuan transforma-se num cenário repleto de casas destruídas após o terremoto (20/04/2013). Foto: ReutersTerremoto provocou deslizamento de pedras em estradas de Lushan. Foto: APBloco se desprende da montanha e bloqueia estrada após terremoto em Sichuan (20/04/2013). Foto: Xinhua Agency NewsHomem ferido é amparado após estragos provocados pelo terremoto. Foto: APMoradores fotografaram através da janela de um carro a destruição de Sichuan após o terremoto (20/04/2013). Foto: ReutersMoradores deixam suas casas e se reúnem em praça pública após terremoto atingir província de Sichuan (20/04/2013). Foto: Reuters

Ambulâncias, carros de bombeiros e caminhões militares com suprimentos estão esperando em longas filas nas estradas bloqueadas da província. "Estamos tendo dificuldades para chegar com os suprimentos na região por causa dos congestionamentos. A maior parte de nossos suprimentos ainda estão a caminho", afirmou Kevin Xia, da Cruz Vermelha.

Segundo correspondentes, os vilarejos menores, onde agricultores cultivam arroz, verduras e milho, foram os mais atingidos. No vilarejo de Longmen, no condado de Baoxing, quase todas as construções foram destruídas, de acordo com as autoridades. As equipes de resgate foram obrigadas a dinamitar rochas que caíram em algumas estradas. E a chuva que caiu durante a noite prejudicou ainda mais o trabalho.

A China recebeu ofertas de ajuda de outros países, incluindo o Japão, mas o governo chinês informou que, por enquanto, ainda não precisa desta ajuda. Se a situação mudar, a China afirmou que entrará em contato com o governo japonês. Outro grande terremoto atingiu Sichuan em 2008 e causou pelo menos 90 mil mortes e deixou 5 milhões de pessoas desabrigadas.

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