Governo sírio deixa ao menos 85 mortos em subúrbio de Damasco

Por Reuters - |

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"Tememos que o número de vítimas do massacre seja muito maior", afirmou Abu Ahmad al-Rabi, ativista no distrito vizinho de Jdeidet Artouz

Reuters

Forças da Síria e milicianos leais ao presidente Bashar al-Assad mataram pelo menos 85 pessoas neste domingo (21), incluindo mulheres e crianças, ao atacarem um subúrbio em Damasco após cinco dias de combates, afirmaram ativistas de oposição na região.

"Identificamos 85 executados sumariamente, incluindo 28 baleados em um hospital improvisado após as forças de Assad terem entrado em Jdeidet al-Fadel. Tememos que o número de vítimas do massacre seja muito maior", disse Abu Ahmad al-Rabi, ativista no distrito adjacente de Jdeidet Artouz.

Uma menina de um ano e meio chora enquanto os médicos tentam remover os últimos pedaços de metal e material de construção de seu corpo (foto Javier Manzano). Foto: BBCAlgumas partes de Aleppo estão totalmente destruídas e abandonadas. Segundo Manzano, se sentem abandonadas pelo mundo (foto Javier Manzano). Foto: BBCUm civil é brevemente interrogado por soldados que o viram perambular perto do fronte no distrito de al-Arqoub, em Aleppo (foto Javier Manzano). Foto: BBCMembros do Exército Livre da Síria tentam conectar uma metralhadora a uma base que será montada em uma caminhonete (foto Javier Manzano). Foto: BBCUm combatente do Exército Livre da Síria reage à morte de um de seus companheiros, morto ao tentar deter um tanque no distrito de Aleppo (foto Javier Manzano). Foto: BBCUm franco-atirador do Exército Livre da Síria se prepara para disparar contra as forças do governo no distrito de al- Arqoub, em Aleppo (foto Javier Manzano). Foto: BBCCivis em Aleppo se refugiam dentro de uma oficina, enquanto um avião de combate sobrevoa um bairro próximo a uma base do Exército Livre da Síria (foto Javier Manzano). Foto: BBCJavier Manzano está desde agosto documentando o conflito na Síria. Esta fotografia mostra edifícios de apartamentos destruídos pelos ataques (foto Javier Manzano). Foto: BBC

Não havia confirmação imediata sobre o número fornecido pelos ativistas. Autoridades sírias baniram a maior parte dos veículos de comunicação independentes desde a revolta de dois anos atrás.

Comunidade internacional

Potências ocidentais, que querem ver o fim do reinado de 43 anos da família de Assad, mas não querem intervir militarmente na Síria, têm sido alarmadas pelo avanço de grupos como o Nusra Front em um conflito que tem aprofundado a divisão sectária no Oriente Médio.

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O encontro em Istambul terá presença da Turquia, do Egito, da Jordânia, dos Emirados Árabes Unidos, assim como do Catar e da Arábia Saudita --as duas principais potências árabes que apóiam a revolta, que já dura dois anos.

Do Ocidente, estão presentes os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a Alemanha, a Itália e a França, disseram as fontes. O último encontro do Amigos da Síria foi em 28 de fevereiro, em Roma.

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