Terremoto atinge região chinesa de Sichuan e deixa 157 mortos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Informações da mídia chinesa indicam que 157 morreram e 5.700 pessoas ficaram feridas em tremor que atingiu mesma área onde abalo sísmico matou quase 90 mil em 2008

Um terremoto de 6,6 de magnitude matou pelo menos 157 pessoas e feriu mais de 5.700 neste sábado (20), na província de Sichuan, sudoeste da China. O tremor é considerado o terceiro pior a atingir o país, segundo informou o Ministério de Assuntos Civis.

O terremoto bloqueou estradas, destruiu prédios e levou a um corte no fornecimento de energia elétrica na região do condado de Lushan, deixando centenas de feridos, segundo a imprensa estatal do país. A região é a mesma atingida por um terremoto em 2008, no qual morreram mais de 70 mil pessoas.

Infográfico: Entenda como acontecem os terremotos e tsunamis

Veja imagens do terremoto na região de Sichuan:

Moradora chora ao ver a destruição causada pelo terremoto em sua vila, bna província de Sichuan, na China. Foto: APMoradores avaliam danos e buscam pertences em suas casas, destruídas pelo terremoto desta madrugada . Foto: APMoradores carregam seus pertences após terem suas casas destruídas por terremoto. Foto: APUm homem se senta em frente a casas destruídas pelo terremoto que atingiu Lushan, na província de Sichuan . Foto: APVisão aérea da região atingida pelo terremoto em Sichuan (20/04/2013). Foto: ReutersA região de Sichuan transforma-se num cenário repleto de casas destruídas após o terremoto (20/04/2013). Foto: ReutersTerremoto provocou deslizamento de pedras em estradas de Lushan. Foto: APBloco se desprende da montanha e bloqueia estrada após terremoto em Sichuan (20/04/2013). Foto: Xinhua Agency NewsHomem ferido é amparado após estragos provocados pelo terremoto. Foto: APMoradores fotografaram através da janela de um carro a destruição de Sichuan após o terremoto (20/04/2013). Foto: ReutersMoradores deixam suas casas e se reúnem em praça pública após terremoto atingir província de Sichuan (20/04/2013). Foto: Reuters


As equipes de resgate estão tendo dificuldade para chegar às áreas mais afetadas devido à destruição das estradas, aos tremores secundários e deslizamentos de terra. Cerca de 6 mil soldados e policiais foram enviados para a região para ajudar nas operações de resgate no epicentro do terremoto, a cerca de 115 quilômetros a oeste da capital da província, Chengdu.

O presidente do país, Xi Jinping, e o novo primeiro ministro chinês, Li Keqiang, disseram que todos os esforços devem ser destacados para resgatar as vítimas e limitar o número de mortos.

De acordo com a agência de notícias locais, depois de chegar à zona do desastre por helicóptero, Li comandou os esforços de ajuda em uma praça no distrito municipal de Longmen, em Lushan.

Equipes de resgate de Lushan retiraram 91 sobreviventes dos escombros. Em vilarejos próximos ao epicentro, quase todas as casas baixas e edifícios desabaram, de acordo com imagens mostradas na televisão estatal.

Pouca profundidade

Especialistas afirmaram que o tremor ocorreu a apenas 12 quilômetros abaixo da superfície da terra, uma profundidade pequena que geralmente indica grandes danos. Imagens aéreas de Lushan mostraram imagens de prédios que desabaram ou ficaram sem o telhado. Não há energia elétrica, fornecimento de água ou telefones funcionando na região.

Na capital da província de Sichuan, Chengdu, os moradores sentiram o terremoto e saíram correndo para as ruas enrolados em cobertores. Aaron Ozment, que mora na cidade, disse à BBC que ocorreu uma grande confusão na cidade. "Joguei algumas roupas rapidamente (em uma mala) e corri para o pátio do complexo (onde moro). Fazer telefonemas era quase impossível, todo mundo estava tentando entrar em contato com todo mundo que conhecia", afirmou.

Os moradores da cidade mais próxima do epicentro, Ya'an, sentiram o terremoto principal e os tremores secundários, mas a cidade não parece ter sofrido danos mais graves.

Antes de viajar, o novo primeiro-ministro da China, Li Keqiang, foi entrevistado pela agência de notícias estatal Xinhua. "A questão mais urgente é conseguir agir nas primeiras 24 horas depois da ocorrência do tremor, o tempo ideal para salvar vidas", afirmou.

*Com informações de AP, Reuters e BBC

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