Senado dos EUA rejeita ampliar análise de antecedentes de compradores de armas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Resultado é golpe para os que lutam para aumentar o controle de armamentos após o massacre de 20 crianças e seis funcionários de uma escola em Connecticut em dezembro

O Senado americano rejeitou nesta quarta-feira (17) um esforço bipartidário para expandir a verificação de antecedentes criminais de compradores de armas de fogo, em um golpe para os que lutam para ampliar o controle de armamentos após o massacre de 20 crianças e seis funcionários de uma escola em Connecticut em dezembro.

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A medida atraiu o apoio da maioria dos senadores, 54 a 46, mas o número foi inferior aos 60 votos necessários para avançar. Cinco democratas votaram em conjunto com 41 republicanos para rejeita a proposta.

Tentativas de banir rifles de assalto e munições de alto desempenho, que permitem aos atiradores realizar vários disparos sem ter de recarregar, também enfrentaram certa derrota em uma série de votações quatro meses depois do ataque na escola Sandy Hook.

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O presidente dos EUA, Barack Obama, tornou a ampliação das verificações de antecedentes uma peça central de suas propostas pelo controle de armas. O resultado da votação representa uma vitória para o mais poderoso lobby de armamentos dos EUA, a Associação Nacional do Rifle, que caracterizou o plano como uma infração sobre o direito ao porte de armas.

A proposta previa avaliações dos antecedentes para todas as transações em eventos de exposição de armas e vendas online - uma ampla porção da venda de armamentos que é feita sem as verificações usadas pelas lojas de armas. Ela também aumentaria as penas contra o tráfico de armas e enviaria pequenas quantidade de dinheiro para programas de segurança escolares.

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A medida foi rejeitada apesar de várias famílias das vítimas do massacre de dezembro terem lançado, com apoio de Obama, um amplo esforço de lobby no Congresso para tentar fazer com que um projeto de lei sobre armas fosse aprovado.

Os oponentes da proposta diziam que a expansão da verificação de antecedentes seria ignorada pelos criminosos e violaria a Segunda Emenda da Constitução dos EUA, que garante o direito ao porte de armas. Eles temem que a medida pudesse levar a um registro nacional de portadores de armas que facilitaria e cobrança de impostos e o confisco de seu armamento.

*Com AP

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