Polícia tem um suspeito por envio de veneno a senador, diz legisladora

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo senadora Claire McCaskill, suspeito escreve muitas cartas aos congressistas; substância ricina estava endereçada ao republicano Roger Wicker, mas foi interceptada

A polícia federal americana já tem em mente um suspeito de ter tentado enviar a um senador americano um envelope com o veneno mortal ricina, afirmou uma congressista. Autoridades se recusaram a comentar sobre o suspeito ou sobre qualquer outro aspecto da investigação, liderada pela Polícia do Capitólio e pelo FBI.

"A pessoa que é suspeita escreve muitas cartas aos membros (do Congresso)", disse a senadora Claire McCaskill na terça-feira, depois de deixar uma reunião realizada a portas fechadas.

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AP
Foto de 29/1/2009 mostra senador Roger Wicker, republicano do Mississippi, durante coletiva no Capitólio, em Washington

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A carta, endereçada ao senador republicano Roger Wicker, do Mississippi, foi interceptada no prédio do correio do Senado, localizado no condado de Prince George, perto de Washington, segundo informou o senador Dick Durbin, de Illinois, membro da liderança democrata do Senado. O envelope foi descoberto em meio ao choque do país com o ataque à Maratona de Boston, que deixou três mortos e mais de 170 feridos. Não há evidências de conexão entre os dois incidentes.

O porta-voz do FBI Paul Bresson disse que testes preliminares da substância produziram resultados distintos e análises mais específicas estavam sendo realizadas em laboratório. Segundo Bresson, apenas depois desses testes mais profundos será possível determinar com certeza se a substância era a ricina.

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O representante da Polícia do Capitólio Shennell Antrobus afirmou que os agentes foram notificados que o edifício do correio recebera "um envelope contendo uma substância granular branca". "O envelope foi imediatamente colocado em quarentena pelo pessoal do prédio, disse Antrobus. "Testes preliminares indicaram que a substância encontrada era ricina."

Uma autoridade do Congresso, falando em condição de anonimato, disse que a evidência de ricina apareceu em dois testes preliminares. Antrobus afirmou que as operações no complexo do Capitólio não foram afetadas pela investigação.

A ricina é uma substância altamente tóxica derivada da mamona. Pouco menos de 500 microgramas - quantidade com o tomanho da cabeça de um prego - pode matar um adulto. Não há nenhum teste específico pela exposição e nenhum antídoto para uma eventual contaminação.

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O veneno pode ser produzido de forma fácil e barata, e autoridades em vários países investigaram vínculos entre suspeitos de extremismo e a ricina. De acordo com especialistas, a substância é mais efetiva em indivíduos do que uma arma de destruição em massa.

A ricina foi usada no assassinato do dissidente búlgaro Georgi Markov, em 1978. O autor, que havia desertado do regime comunista do país nove anos antes, foi contaminado pela ponta de um guarda-chuva enquanto esperava por um ônibus em Londres e morreu quatro dias depois da exposição à substância.

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Entre os senadores havia uma misto de apreensão e estima em relação aos protocolos de segurança - em vigor desde que cartas com anthrax começaram a ser enviadas após os ataques de 11 de Setembro.

As cartas com anthrax enviadas em 2001 começaram a aparecer em correios, redações e nos gabinetes do então líder da maioria Tom Daschle e do senador Patrick Leahy. Dois prédios do Senado foram fechados durante a investigação naquela ocasião. Ao todo, cinco morreram e outros 17 ficaram contaminados.

"Por sorte, (a carta) foi descoberta no centro de processamento", disse Durbin. Ele afirmou que todas as correspondências enviadas a senadores são abertas e checadas antes de entregues a eles.

O senador Jeff Flake disse que a carta é uma "grande preocupação, obviamente, para todos nós". O republicano de Arizona descreveu os senadores como "muito ansiosos para saber mais detalhes".

Com AP

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