Krystle Campbell esperava namorado de amiga na linha de chegada da maratona para fotografá-lo; outra vítima identificada é menino de 8 anos

Krystle Campbell, 29 anos, trabalhava como gerente de um restaurante
Reprodução/Facebook
Krystle Campbell, 29 anos, trabalhava como gerente de um restaurante

A polícia americana identificou nesta terça-feira uma gerente de restaurante de 29 anos como a segunda das três vítimas do ataque na Maratona de Boston , nos EUA. Krystle Campbell foi ao evento acompanhada de sua melhor amiga para tirar uma foto do namorado da colega enquanto ele cruzava a linha de chegada na tarde de segunda-feira (15).

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Um menino de 8 anos, Martin Richard , de Boston, também morreu. A polícia ainda não identificou a terceira vítima.

Richard estava na linha de chegada assistindo à corrida com sua família, segundo informou Stephen Lynch, congressista americano e amigo da família há 25 anos. A mãe do menino, Denise, e sua irmã de seis anos, Jane, ficaram gravemente feridas. Seu irmão, Henry, e o pai, Bill, que também estavam assistindo à corrida, não sofreram nenhum dano ou machucado.

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Eles tinham ido buscar sorvete, quando retornaram à área próxima à linha de chegada. O vizinho Jack Cunningham disse que o pai de Martin era um corredor, mas por causa de um machucado, não correu a maratona. "Eles estavam olhando a multidão enquanto os corredores tentavam identificar alguns de seus amigos quando a bomba explodiu", disse Lynch.

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Na manhã desta terça, velas foram acesas na varanda da casa da família, e a palavra "paz" foi escrita com giz na calçada em frente. Um capacete de bicicleta para crianças estava jogado no gramado em frente à casa.

As duas bombas explodiram perto dos espectadores que estavam em pé atrás de barreiras de isolamento na rua, durante a Maratona de Boston. As duas explosões ocorreram a cerca de 50 a 100 metros de distância, enquanto corredores cruzavam a linha de chegada. O ataque deixou três mortos e 176 feridos, sendo 17 em estado grave.

Vídeo mostra momento da explosão:

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que, "quando bombas são usadas contra civis, é um ato de terror" . Segundo o presidente, o FBI (a polícia federal dos EUA) está investigação a explosão "hedionda e covarde" das duas bombas como um "ato de terrorismo" .

O agente especial do FBI Richard DesLauriers, encarregado das investigações, afirmou em uma coletiva que agentes estão interrogando testemunhas e analisando o local das explosões.

Segundo ele, não há conhecimento sobre qualquer ameaça adicional em Boston . "Não há nenhuma ameaça física iminente em qualquer local onde estamos conduzindo a investigação no momento", disse. "Nossa missão é clara, levar à Justiça os responsáveis pelos ataques na maratona. O público americano quer respostas, os cidadãos de Boston e a comunidade do Estado de Massachusetts querem e merecem respostas", disse DeLauriers.

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O agente do FBI afirmou também que a investigação, apesar de estar ainda nos estágios iniciais, não vai se restringir apenas a Boston ou aos EUA. "Esta será uma investigação mundial. Vamos até o fim do mundo para indentificar a pessoa ou as pessoas responsáveis por esse crime, e vamos fazer de tudo para levá-los à Justiça", afirmou.

O governador do Estado de Massachusetts, Deval Patrick, que também participou da coletiva, negou a informação dada na segunda de que outras bombas além das detonadas perto da linha de chegada da maratona foram encontradas no local.

"É importante esclarecer que dois e apenas dois dispositivos explosivos foram encontrados na área (da explosão). Os outros pacotes que foram investigados não eram dispositivos explosivos", afirmou.

Se as investigações confirmarem que as explosões em Boston foram um ataque terrorista, será o pior atentado contra os EUA desde o 11 de Setembro de 2001. A segurança foi reforçada em edifícios famosos de Nova York e Washington.

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