Maduro é proclamado vencedor em meio a protestos da oposição na Venezuela

Por iG São Paulo |

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Houve confrontos entre a polícia e manifestantes que se espalharam em diversos pontos da capital Caracas; oposição afirma que não reconhece vitória de herdeiro de Chávez

O herdeiro político de Hugo Chávez Nicolás Maduro foi proclamado pesidente eleito da Venezuela nesta segunda-feira (15) pela autoridade eleitoral do país, apesar dos apelos do opositor Henrique Capriles para que fosse feita uma recontagem dos votos. Também foram registradas nesta tarde confrontos entre manifestantes da oposição e a polícia em diversos pontos de Caracas, capital da Venezuela.

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AP
Manifestantes da oposição jogam pedras contra policiais da tropa de choque em Caracas, Venezuela

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Maduro obteve 50,66% dos votos na eleição de domingo, apenas 230 mil votos de vantagem, enquanto que a coalizão opositora garante que suas contas dão vitória a Capriles. O candidato opositor afirmou que não reconhecerá a eleição até que se faça uma auditoria em todas as urnas do país.

Entretanto, segundo a missão de observadores da Unasul, os resultados das eleições devem ser respeitados. De acordo com Carlos Álvarez, líder da missão de observadores, a reclamação e os questionamentos devem seguir um processo jurídico legal.

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Os EUA e a Organização dos Estados Americanos (OEA) apoiaram o pedido de recontagem feito por Capriles, uma vez que a votação que deu vitória a Maduro foi bastante acirrada.

Em diversos pontos de Caracas, manifestantes protestavam contra o que chamavam de "fraude" nas eleições presidenciais de domingo. Policiais dispersaram os protestos, usando gás lacrimogêneo. Munidos de pedras e pedaços de pau, centenas de opositores bloquearam a principal avenida da capital.

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Enquanto Capriles insitiu para que fosse feita uma recontagem dos votos, Maduro afirmou que estava aberto a uma auditoria. Não ficou claro, entretanto, se as autoridades eleitorais permitirão a recontagem. "Não reconheceramos o resultado até que cada voto dos venezuelanos seja contado", disse Capriles. "Essa luta não terminou."

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Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, chega ao seu posto eleitoral em Caracas, neste domingo (19). Foto: APPresidente em exercício, Nicolás Maduro, faz uma oração após depositar seu voto em colégio de Caracas. Foto: APCandidato Henrique Capriles mostra dedo com tinta após dar seu voto em posto eleitoral de Caracas. Foto: ReutersHenrique Capriles, candidato da oposição e que enfrenta Nicolás Maduro, chega ao posto de votação, em Caracas. Foto: ReutersMenina de cinco anos acompanha família que vota no consulado da Venezuela, na capital Havana, em Cuba 
. Foto: ReutersVenezuelanos formam fila para votar neste domingo (14), em Caracas; 19 milhões são esperados . Foto: APSoldado venezuelano deposita seu vota na urna eleitoral, em Caracas, neste domingo (14). Foto: APEleitores checam listas em Caracas, neste domingo (14). Votação decidirá o futuro do País. Foto: ReutersApós depositar seu voto, eleitora tem dedo manchado em posto eleitoral de Caracas, capital do país. Foto: APVenezuelanos aguardam em Caracas para votar nas primeiras eleições após a morte de Chávez. Foto: APEleitores formam fila em postos e aguardam para votar neste domingo (14). Foto: Reuters

Em resposta, Maduro disse que "vamos permitir que 100% das urnas sejam abertas (...) vamos fazer isso; não temos medo."

Maduro, presidente interino desde a morte de Chávez, em 5 de março, possuía vantagem de cerca de 10 pontos percentuais nas pesquisas de opinião, mas autoridades eleitorais afirmam que ele obteve 50,66% dos votos, contra 49,1% de Capriles, com quase todas as urnas computadas.

A diferença foi de cerca de 234.935 votos em um universo de 14,8 milhões. O comparecimento foi de 78%, um pouco abaixo em comparação à eleição de outubro, com 80%. Na ocasião, Chávez venceu com 11 pontos de vantagem sobre Capriles.

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