Segundo testemunha, ao menos 25 vítimas ficaram ao menos sem uma das pernas após explosões em competição de atletismo

Um dos corredores da maratona de Boston, atingida por explosões nesta segunda-feira (15), afirmou ter visto pelo menos 25 vítimas com partes do corpo amputadas. De acordo com a polícia local, as explosões deixaram mortos e dezenas de feridos .

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Médicos ajudam mulher ferida após explosões em Boston, nos EUA
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"Comecei a correr em direção à explosão. Havia pessoas caídas no chão", disse Roupen Bastajian, 35 anos, policial de Rhode Island que havia acabado de cruzar a linha de chegada quando ouviu a primeira explosão.

"Começamos a fazer torniquetes e amarrar as pernas (das vítimas). Havia vários amputados (...) Ao menos 25 a 30 estavam sem ao menos uma perna, ou sem duas pernas, ou tiveram a perna amputada na altura do calcanhar", disse à agência Associated Press.

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Os ferimentos vão de cortes e hematomas a amputações. Muitas das vítimas sofreram ferimentos na parte inferior das pernas. Também há ferimentos por estilhaços, com algumas das vítimas tendo sofrido ruptura do tímpano.

O cantor Joey McIntyre, 40 anos, da banda New Kids on the Block, também participou da maratona e passou pela linha de chegada minutos antes da explosão, segundo o jornal Daily News. Uma hora após o fim da corrida, ele tranquilizou familiares, amigos e fãs pela rede social Twitter: "Eu estou ok, mas tenho certeza de que há muitos feridos", postou. 

Retardatários

Corredor de 78 anos é protegido por polícia após cair durante segunda explosão perto de linha de chegada da Maratona de Boston
AP
Corredor de 78 anos é protegido por polícia após cair durante segunda explosão perto de linha de chegada da Maratona de Boston

Após as explosões ouvidas nesta tarde, autoridades desviaram os retardatários da área que ficou sob fumaça no percurso de 40 km da maratona. De acordo com autoridades de Inteligência citadas pela AP, mais dois explosivos foram encontrados no local e foram desativados.

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"Há muitas pessoas caídas", disse um outro corredor cujo número 17528 foi identificado como Frank Deruyter, da Carolina do Norte. Uma outra testemunha que participava da maratona afirmou à rede americana BBC que o barulho das explosões parecia "um enorme canhão".

Competidores e voluntários da maratona choravam ao fugir do caos. Espectadores com sangue nas roupas foram carregados para tendas médicas que haviam sido montadas no local para tratar corredores que passassem mal durante a prova. "Há pessoas que estão realmente sangrando muito", disse Laura McLean, corredora de Toronto, que recebeu tratamento em uma tenda médica após ter uma desidratação.

Cerca de duas horas depois que os vencedores cruzaram a linha de chegada, houve uma forte explosão na parte norte da rua Bolyston. Outra explosão foi ouvida poucos segundos depois, deixando a praça Copley repleta de fumaça.

Autoridades em Nova York, Washington D.C., Los Angeles, São Francisco e em Londres aumentaram as medidas de segurança depois das explosões. O porta-voz chefe da polícia de Nova York, Paul Browne, informou que equipes de resposta crítica foram posicionadas ao redor da cidade até que haja mais informações sobre o incidente. A segurança também foi elevada em hotéis e áreas sensíveis. A polícia britânica afirmou estão sob revisão os planos para a Maratona de Londres, no domingo.

Com AP

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