EUA e OEA apoiam recontagem de votos da eleição na Venezuela

Porta-voz da Casa Branca diz que dado o resultado apertado da votação, auditoria seria passo 'prudente e necessário'; Maduro afirma não ter medo de recontagem de votos

Os EUA e a Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendaram nesta segunda-feira (15) que a Venezuela realize uma auditoria sobre sua eleição presidencial, vencida por estreita margem pelo sucessor escolhido por Hugo Chávez , o ex-chanceler Nicolás Maduro .

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Porta-voz da Casa Branca, Jay Carney diz que auditoria na Venezuela seria 'passo prudente e necessário' (12/4)

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A Casa Branca disse que a recontagem de votos é um passo necessário e prudente. "Dado o resultado apertado, o candidato da oposição e pelo menos um membro do conselho eleitoral pediram uma auditoria de 100% dos resultados. Parece um passo importante, prudente e necessário para assegurar que todos os venezuelanos tenham confiança nos resultados", disse Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, em coletiva.

"Em nossa visão, correr para uma decisão nessas circunstâncias seria inconsistente com as expectativas dos venezuelanos por um resultado claro e democrático."

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O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, também apoiou à ideia da recontagem dos votos. "No contexto de divisão profunda e polarização política, como o processo eleitoral demostrou, o mais alto representante da OEA faz um apelo fervoroso por um diálogo nacional", disse a organização em comunicado.

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Candidato governista, Maduro venceu a eleição com 50,66% dos votos, contra 49,1% do opositor, Henrique Capriles Radonski . O candidato do bloco da oposição afirmou, após o anúncio da vitória de Maduro, que não reconheceria o resultado até que fosse realizada uma recontagem "voto por voto". Segundo ele, houve 3,2 mil incidentes eleitorais.

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Entretanto, segundo a missão de observadores da Unasul, os resultados das eleições devem ser respeitados. De acordo com Carlos Álvarez, líder da missão de observadores, a reclamação e os questionamentos devem seguir um processo jurídico legal.

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Enquanto Capriles insitiu para que seja feita uma recontagem dos votos, Maduro afirmou que estava aberto a uma auditoria. Não ficou claro, entretanto, se as autoridades eleitorais permitirão a recontagem. "Não reconheceramos o resultado até que cada voto dos venezuelanos seja contado", disse Capriles. "Essa luta não terminou."

Em resposta, Maduro disse que "vamos permitir que 100% das urnas sejam abertas (...) vamos fazer isso; não temos medo."

Maduro, presidente interino desde a morte de Chávez , em 5 de março, possuía vantagem de cerca de 10 pontos percentuais nas pesquisas de opinião, mas autoridades eleitorais afirmam que ele obteve 50,66% dos votos, contra 49,1% de Capriles, com quase todas as urnas computadas.

A diferença foi de cerca de 234.935 votos em um universo de 14,8 milhões. O comparecimento foi de 78%, um pouco abaixo em comparação à eleição de outubro , com 80%. Na ocasião, Chávez venceu com 11 pontos de vantagem sobre Capriles.

Com AP e Reuters

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