Venezuelanos decidem em eleição o futuro da política de Hugo Chávez

Por Reuters |

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Após campanha relâmpago, Nicolás Maduro, herdeiro político do presidente morto em março, enfrenta o candidato da oposição Henrique Capriles neste domingo (14)

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Os venezuelanos decidem neste domingo (14) se cumprem o último desejo de Hugo Chávez, de que um fiel aliado dê prosseguimento ao seu programa de governo socialista, ou se entregam o poder a um jovem político que promete administrar o país com foco nos negócios.

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O presidente interino, Nicolás Maduro, tem uma vantagem de dois dígitos na maioria das pesquisas de intenção de voto, em grande parte graças ao apoio que Chávez lhe manifestou antes de morrer de câncer, no mês passado. Mas a diferença entre os dois candidatos diminuiu nos últimos dias de campanha, e uma das pesquisas aponta vantagem de apenas 7 pontos porcentuais para Maduro.

Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, chega ao seu posto eleitoral em Caracas, neste domingo (19). Foto: APPresidente em exercício, Nicolás Maduro, faz uma oração após depositar seu voto em colégio de Caracas. Foto: APCandidato Henrique Capriles mostra dedo com tinta após dar seu voto em posto eleitoral de Caracas. Foto: ReutersHenrique Capriles, candidato da oposição e que enfrenta Nicolás Maduro, chega ao posto de votação, em Caracas. Foto: ReutersMenina de cinco anos acompanha família que vota no consulado da Venezuela, na capital Havana, em Cuba 
. Foto: ReutersVenezuelanos formam fila para votar neste domingo (14), em Caracas; 19 milhões são esperados . Foto: APSoldado venezuelano deposita seu vota na urna eleitoral, em Caracas, neste domingo (14). Foto: APEleitores checam listas em Caracas, neste domingo (14). Votação decidirá o futuro do País. Foto: ReutersApós depositar seu voto, eleitora tem dedo manchado em posto eleitoral de Caracas, capital do país. Foto: APVenezuelanos aguardam em Caracas para votar nas primeiras eleições após a morte de Chávez. Foto: APEleitores formam fila em postos e aguardam para votar neste domingo (14). Foto: Reuters

Seu rival, o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, diz que os venezuelanos estão cansados das políticas divisionistas dos chavistas e que o apoio que vem obtendo cresceu a ponto de lhe garantir uma surpreendente vitória nas urnas.

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Maduro, de 50 anos, ex-motorista de ônibus, enfatiza em todos os comícios a sua origem na classe trabalhadora e promete, se eleito, levar adiante o "socialismo do século 21" de Chávez. "Estamos trabalhando para ter uma vitória gigante. Quanto maior a margem, mais pacífico será o país", disse Maduro, homem de porte robusto. "Se a diferença for pequena, será somente porque eles (a oposição) conseguiram confundir um grupo de venezuelanos".

O vencedor herdará o controle das maiores reservas de petróleo do mundo em uma nação cuja profunda polarização política é um dos muitos legados de Chávez. Também está em jogo a generosa ajuda econômica concedida por Chávez a governos de esquerda na América Latina, como Cuba e Bolívia.

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Os dois lados fizeram um chamado a seus seguidores para votarem cedo e estarem alertas para a possibilidade de fraudes. Considerando a arraigada desconfiança mútua, se houver uma diferença pequena entre os candidatos ou se o resultado for contestado poderá haver distúrbios.

Na eleição presidencial de outubro, na qual Chávez obteve seu quarto mandato, o comparecimento às urnas chegou a 80 por cento. Desta vez, contudo, os dois lados avaliam que a abstenção poderá ser maior por causa da fadiga eleitoral. As primárias da oposição no ano passado se seguiram à dramática reeleição de Chávez, então convalescente, e à votação para escolha dos governadores, em dezembro.

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Durante a campanha, Maduro colou sua imagem à de Chávez. Em eventos por todo o país, os seus partidários gritavam "Com Chávez e Maduro, as pessoas estão a salvo!" e "Chávez, eu te juro, eu vou votar em Maduro!"

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