EUA buscam apoio do Japão para controlar Coreia do Norte

Por Reuters | - Atualizada às

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Secretário de Estado John Kerry termina giro pela Ásia para garantir apoio para controlar programa nuclear norte-coreano

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O secretário de Estados dos EUA John Kerry visita templo budista em Tóquio no domingo (14/04)

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, prometeu neste domingo (14) que seu país protegerá seus aliados na Ásia contra quaisquer atos de provocação da Coreia do Norte, mas ressaltou que o governo norte-americano quer uma solução pacífica para o problema do aumento da tensão na região.

Há semanas a Coreia do Norte vem ameaçando atacar os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão, depois que novas sanções da ONU foram impostas ao país em resposta ao seu mais recente teste de armas nucleares, em fevereiro. Aumentam as especulações de que os norte-coreanos estariam preparando o lançamento de mais um míssil ou, então, um novo teste nuclear.

"Acho realmente lamentável que tenha havido tanto foco por parte da mídia e em outros lugares sobre o tema da guerra, quando deveríamos, na verdade, estar falando sobre a possibilidade de paz. E eu acho que há essa possibilidade", disse Kerry em entrevista à imprensa em Tóquio, após uma reunião com o chanceler japonês, Fumio Kishida.

A visita de Kerry ao Japão é a parada final de uma turnê pela Ásia que visa solidificar o apoio à interrupção do programa nuclear da Coréia do Norte, e também tranquilizar os aliados dos EUA na região.

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O encontro de Kerry com os japoneses coincide com os preparativos para o maior feriado da Coréia do Norte, o Dia do Sol, a data de nascimento do seu fundador Kim II-Sung -- uma ocasião de pompa e talvez uma exibição militar.

Kerry afirmou que os EUA farão "o que for necessário" para defender o Japão e a Coréia do Sul, mas acrescentou: "A nossa escolha é a negociação, a nossa escolha é a de ir sentar à mesa e encontrar uma forma de a região ter paz".

Kerry também procurou esclarecer os comentários que fez em Pequim, no sábado, que alguns interpretaram como uma indicação de que ele poderia estar propondo a remoção do recente aumento da capacidade norte-americana em mísseis na Ásia, se a China convencer a Coréia do Norte de abandonar seus programas atômicos.

Na sexta: Em Seul, Kerry alerta Coreia do Norte: 'Não teste míssil' 

Os meios de comunicação do país asiático que têm ameaçado iniciar uma guerra, uma das poucas maneiras de tentar acompanhar o que está acontecendo na reclusa nação, até agora ignoraram a presença de Kerry em Pequim e Seul.

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A Coréia do Norte tem ameaçado há semanas atacar os Estados Unidos e a Coréia do Sul, desde que novas sanções da ONU lhe foram impostas em resposta ao seu teste mais recente de armas nucleares, em fevereiro. 

Já o Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono) anunciou nas últimas semanas planos para posicionar destróieres com sistemas de mísseis Aegis no Pacífico ocidental e um sistema conhecido como Defesa Terminal de Alta Altitude (Thaad, na sigla em inglês), em Guam.

"O presidente dos Estados Unidos instalou alguma capacidade adicional de mísseis de defesa precisamente por causa da ameaça da Coréia do Norte. E é lógico que se a ameaça da Coréia do Norte desaparece, porque a península (coreana) se desnucleariza, então, obviamente, que essa ameaça não requer mais esse tipo de atitude. Mas não houve acordos, nenhuma conversa, não há nada realmente na mesa quanto a isso", disse Kerry.

Kishida, do Japão, declarou na mesma entrevista que os dois aliados querem que a Coreia do Norte abandone suas ambições nucleares.

"Nós concordamos que a Coreia do Norte deve pôr fim a seu discurso e comportamento provocativos e mostrar que está tomando medidas concretas para a desnuclearização", disse ele. "Não podemos permitir que a Coreia do Norte de modo algum possua armas nucleares".

A Coreia do Norte reiterou não ter nenhuma intenção de abandonar seus programas de armas nucleares. 

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