Candidatos Maduro e Capriles votam em eleição na Venezuela

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Herdeiro político do presidente Hugo Chávez e representante da oposição se enfrentam na eleição presidencial do país. Ambos votaram em escolas na tarde deste domingo

O candidado Nicolás Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez e presidente em exercício, e seu opositor Henrique Capriles votaram na tarde deste domingo, em postos eleitorais de Caracas, capital da Venezuela. As informações são de agências internacionais e imprensa local. Capriles foi o primeiro a votar e Maduro depositou seu voto poucas horas depois no colégio Miguel Antonio Caro.

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Segundo o jornal venezuelano El Nacional, Maduro votou acompanhado por sua mulher Cilia Flores, filhos e netos. Ao chegar ao colégio, o candidato citou que sua vida foi construída "a partir do sonho de um homem". "Hoje amanheci com ele e seu pensamento. Nunca pensei em estar aqui, mas estou."

Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, chega ao seu posto eleitoral em Caracas, neste domingo (19). Foto: APPresidente em exercício, Nicolás Maduro, faz uma oração após depositar seu voto em colégio de Caracas. Foto: APCandidato Henrique Capriles mostra dedo com tinta após dar seu voto em posto eleitoral de Caracas. Foto: ReutersHenrique Capriles, candidato da oposição e que enfrenta Nicolás Maduro, chega ao posto de votação, em Caracas. Foto: ReutersMenina de cinco anos acompanha família que vota no consulado da Venezuela, na capital Havana, em Cuba 
. Foto: ReutersVenezuelanos formam fila para votar neste domingo (14), em Caracas; 19 milhões são esperados . Foto: APSoldado venezuelano deposita seu vota na urna eleitoral, em Caracas, neste domingo (14). Foto: APEleitores checam listas em Caracas, neste domingo (14). Votação decidirá o futuro do País. Foto: ReutersApós depositar seu voto, eleitora tem dedo manchado em posto eleitoral de Caracas, capital do país. Foto: APVenezuelanos aguardam em Caracas para votar nas primeiras eleições após a morte de Chávez. Foto: APEleitores formam fila em postos e aguardam para votar neste domingo (14). Foto: Reuters

O candidato socialista também confessou que aceitaria a derrota, mesmo se perder por apenas um voto de diferença. "Se chegar a perder por um voto, não vou questionar. Mas, se ganho por um voto, vou ser o presidente da República", disse antes de ser ovacionado por populares que acompanham suas declarações.

Capriles também votou na capital Caracas, no colégio Santo Tomas de Villanueva. Acompanhado por populares, o opositor disse esperar por uma "avalanche de votos" até o processo eleitoral ser concluído. Aos jornalistas no local, Capriles aproveitou para convocar "estudantes e a todos" que deixassem suas casas para "exercer o direito" de voto.

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Além disso, pediu aos venezuelanos que assumam posições de repórteres e denunciem qualquer irregularidade que venha a ocorrer durante a jornada eleitoral. Mais cedo, Capriles acusou o candidato rival de violar as leis ao fazer campanha após a data-limite de quinta-feira (11).

Segundo Capriles, a televisão estatal exibiu Maduro pedindo aos venezuelanos para irem às urnas, já que o voto não é obrigatório no país. Além disso, teria sido transmitida uma visita de Maduro ao túmulo de Hugo Chávez. Na visita, o presidente em exercício aparece acompanhado do ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona.

Maradona foi à Venezuela oferecer apoio a Maduro e o acompanhou no encerramento de sua campanha. "O que esse senhor tem a ver com a Venezuela? No canal estatal, Maradona aparece dizendo que é preciso votar para Fulano de Tal", criticou o diretor nacional da campanha de Capriles, Carlos Ocaríz.

Clima tranquilo

A eleição que irá definir o futuro presidente da Venezuela transcorre em clima de tranquilidade. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), não há filas nos principais colégios eleitorais do país e o processo é conduzido com rapidez e sem problemas técnicos.

Segundo Nicolás Maduro, até o começo da tarde, a estimativa era de que 11,5 milhões de venezuelanos tenham ido às urnas. A votação teve início às 6h e segue até as 18h (19h30, no horário de Brasília) ou enquanto houver fila nos locais de votação.

O professor de teatro Luis Chacon, 60 anos, contou à Agência Brasil que hoje é seu aniversário e que resolveu votar logo cedo. “Em quatorze anos estamos realizando o processo eleitoral número 18. Isso mostra que temos uma democracia consolidada no país”, destacou.

Uma missão de delegados da União das Nações Sulamericanas (Unasul) está no país e acompanha a votação. Durante a manhã, eles estiveram em vários centros de votação. O CNE informou que o resultado será divulgado três horas depois de que todos os centros de votação tenham sido fechados.

*com informações de El Nacional, BBC Brasil e Agência Brasil

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