Pontífice escolheu sacerdotes da Europa, África e Américas para aconselhá-lo no seu governo da Igreja

Reuters

Papa Francisco
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Papa Francisco

O papa Francisco , na sua primeira decisão importante, montou neste sábado um conselho consultivo de cardeais de todo o mundo para ajudá-lo a governar a Igreja Católica e reformar a sua conturbada diretoria.

Oito cardeais vão ajudá-lo a fazer mudanças em uma administração que tem sido responsável por alguns dos escândalos e percalços que atormentaram os oito anos de papado do papa Bento 16 , antes que ele renunciasse em fevereiro.

Um comunicado do Vaticano disse que um grupo vai "aconselhá-lo no seu governo da Igreja", assim como a fazer mudanças administrativas, um sinal de que Francisco quer deliberar mais extensamente do que Bento 16 antes de tomar decisões.

Os oito prelados vêm da Itália, Chile, Índia, Alemanha, República Democrática do Congo, EUA, Austrália e Honduras, indicando que Francisco pretende levar a sério os conselhos dos bispos do mundo todo para ter mais voz nas decisões do Vaticano que afetam suas regiões.

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Um arcebispo italiano será o secretário do grupo, que realizará sua primeira reunião formal em outubro, em Roma.

Francisco, que foi eleito exatamente há um mês, já esteve em contato com cada um deles, de acordo com o comunicado.

O grupo também vai estudar mudanças na constituição feita pelo falecido papa João Paulo II, chamada "Pastor Bonus", que deu à Cúria o nome pelo qual os vários departamentos que administram a igreja são conhecidos e sua atual estrutura, em 1988.

Relembre: Papado de Bento 16 foi marcado por escândalos e polêmicas 

A última grande reforma da Cúria foi realizada pelo papa Paulo VI em 1967. Francisco herdou uma igreja que luta para lidar com acusações de abuso sexual de crianças por parte de padres, uma suposta corrupção e brigas internas na administração central ou diretoria, e conflitos sobre a administração do banco do Vaticano assolado por escândalos.

Bento 16 deixou um relatório secreto para Francisco sobre os problemas na administração, que vieram à tona quando documentos confidenciais foram roubados da mesa do papa e divulgados por seu mordomo. no que ficou conhecido como o escândalo "Vatileaks".

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