Em Seul, secretário de Estado dos EUA alerta Coreia do Norte: 'Não teste míssil'

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em giro pela Ásia, Kerry diz que se Kim Jong-un decidir fazer lançamento estará escolhendo o isolamento: 'Esse país está desesperado por alimentos e não por lançamentos de mísseis'

O secretário de Estado americano, John Kerry, fez uma dura advertência a Coreia do Norte nesta sexta-feira (12) para que o país não teste um míssil de médio alcance, enquanto rejeitou um novo relatório da inteligência americana que sugeriu um progresso significante no programa de armas nucleares do regime coreano.

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AP
Secretário de Estado americano, John Kerry, chega ao aeroporto militar de Seul, na Coreia do Sul

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Dando início a quatro dias de diálogos no leste asiático, diante das cada vez mais fortes ameaças norte-coreanas, Kerry afirmou a jornalistas em Seul que Pyongyang e seu jovem líder apenas aumentariam seu isolamento se lançarem o míssil que, segundo autoridades americanas, acredita-se ter um alcance de 4 mil km - o suficiente para alcançar o território norte-americano de Guam.

"Se Kim Jong-un decidir lançar um míssil, se ele atravessar o mar do Japão ou qualquer outra direção, ele estará escolhendo ignorar completamente toda a comunidade internacional", disse Kerry. "E será uma provocação e um ato não desejado que aumentará as temperaturas."

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Kerry acrescentou que o teste seria um "grande erro" para Kim. "Isolará ainda mais esse país que está desesperado por alimentos e não por lançamentos de mísseis", afirmou. "Estão desesperados por uma oportunidade e não por um líder que queira exercitar sua musculatura."

O giro diplomático de Kerry, planejado com antecedência, coloca o secretário de Estado americano em uma região de tensão cada vez maior e precisamente no momento em que a Coreia do Norte planeja agir. O Norte muitas vezes usa seu Exército e seus testes nucleares para chamarem o máximo de atenção, e a presença de Kerry na península pode estimular ainda mais essa atitude de provocação. Outra data chave é o 101º aniversário do fundador da nação, Kim Il-sung, em 15 de abril.

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Após se encontrar com a presidente sul-coreana Park Geun-hye e o chanceler Yun Byung-se, Kerry também falou sobre um relatório da inteligência que alarmou Washington na noite de quinta-feira (11) e sugeria que a Coreia do Norte possuía o conhecimento para armar um míssil balístico com uma ogiva nuclear. Citando uma avaliação do Pentágono, Kerry rejeitou a descoberta e afirmou que Pyongyang ainda não desenvolveu ou testou por completo as capacidades nucleares necessárias para tal passo.

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Kerry mostrou forte solidariedade a Coreia do Sul, elogiando a "visão clara" de Park sobre uma península coreana reunificada e próspera livre de armas nucleares. Em contraste, disse que Kim, cuja idade estima estar entre 29 e 30 anos, pode fazer uma escolha entre a provocação e voltar à mesa de diálogos e liderar o fim de seu programa nuclear. "Está nas mãos de Kim Jong-un decidir o que quer fazer."

O lançamento de um míssil, segundo ele, "não vai mudar nossa atual posição que está muito clara: vamos defender nossos aliados. Vamos ficar ao lado da Coreia do Sul e do Japão contra as ameaças. E vamos nos defender".

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