Coreia do Sul deslocou sistema de defesa para a costa, diz mídia em Seul

Por iG São Paulo |

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Segundo agência de notícias sul-coreana, dois navios de guerra com defesa antimísseis foram posicionados após deslocamento de mísseis feito pela Coreia do Norte

A Coreia do Sul posicionou dois navios de guerra com sistema de defesa antimísseis, informaram autoridades de Seul a agências de notícias sul-coreanas nesta sexta-feira (5). O movimento ocorre um dia depois que a Coreia do Norte supostamente deslocou um míssil para sua costa leste.

A agência sul-coreana Yonhap afirmou que dois navios de guerra equipados com sistema de defesa antimísseis Aegis monitoraria a situação. "Se o Norte disparar um míssil, rastrearemos sua trajetória", teria dito uma autoridade à agência.

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AP
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Apesar de o ministro da Defesa sul-coreano ter afirmado na quinta-feira que Pyongyang deslocou um míssil de "alcance considerável" para a Costa, fontes da inteligência em Seul afirmaram nesta sexta que se tratam de dois mísseis de médio alcance.

A informação não pôde ser confirmada, mas pode ter a intenção de demonstrar uma ameaça por parte da Coreia do Norte ao Japão ou às bases dos EUA em Guam, território americano no Pacífico. "No início desta semana, o Norte transferiu dois mísseis Musudan de trem e os colocou em lançadores móveis", dise um oficial militar familiarizado com o assunto à Yonhap.

Na quinta-feira, entretanto, o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Kwan-jin, minimizou a movimentação do Norte, dizendo que poderia se tratar de "testes ou exercícios militares".

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O deslocamento de mísseis por parte da Coreia do Norte foi feito pouco depois do Exército do país ter alertado que autorizou um ataque aos EUA usando armas nucleares "menores, mais leves e diversificadas". Foi a ameaça mais recente contra os EUA nas últimas semanas.

Com retórica inflamada, Pyongyang vem expressando sua ira acerca dos exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coreia do Sul e das sanções aprovadas pela ONU após seu terceiro teste nuclear, realizado em fevereiro.

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Diante das ameaças, na quinta-feira, os EUA confirmaram que iriam posicionar um sistema de defesa antimísseis em Guam para fortalecer a proteção regional. "Os movimentos que temos feito são para garantir e assegurar ao povo americano e aos nossos aliados de que podemos defender os EUA", disse a porta-voz do Departamento de Estado Victoria Nuland.

Apesar de especialistas acreditarem que se trata apenas de retórica inflamada, Pyongyang já foi além das ameaças nesta semana. Na terça-feira, anunciou que reativaria um reator de plutônio que foi fechado em 2007. Um instituto de pesquisa norte-americano disse na quarta que imagens de satélite mostraram que as construções necessárias para a reativação já começaram.

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Na quinta-feira, autoridades da fronteira norte-coreana impediram a entrada de funcionários sul-coreanos que trabalham na Kaesong, complexo industrial que funciona com a mão de obra norte-coreana e o know-how sul-coreano.

Em comunicado divulgado também na quinta, um porta-voz do Exército Popular da Coreia disse que as tropas foram autorizadas a conter as "agressões" dos EUA com "poderosas práticas militares de neutralização", incluindo armas nucleares.

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O texto dizia que a "política hostil" dos EUA e as "ameaças nucleares" contra a Coreia do Norte "serão esmagadas pela força de vontade de todo o serviço unido com meios nucleares menores, mais leves e diversificados".

Com BBC, AP e Reuters

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