'Essa velha é pior que o caolho', diz Mujica sobre Cristina Kirchner

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Sem saber que microfone estava aberto, presidente do Uruguai faz comparação entre líder da Argentina e seu marido, Néstor Kirchner: 'O caolho era mais político, essa é teimosa'

Sem saber que seu microfone estava aberto, o presidente do Uruguai, José Mujica, foi flagrado falado mal da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, durante uma coletiva na uruguaia Sarandí Grande, Florida, informou o jornal argentino La Nación.

Perfil: A austeridade do ex-guerrilheiro Mujica

"Essa velha é pior que o caolho", disse Mujica comparando Cristina a seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007), morto em 2010. "O caolho era mais político, essa é teimosa", continuou dizendo sem se dar conta da transmissão ao vivo. 

Assista ao vídeo:

De acordo com o diário El Observador, "o presidente não percebeu que os microfones estavam abertos" enquanto dialogava com o prefeito de Florida, Carlos Enciso, sobre as relações com os governos de Argentina e Brasil e que "a frase foi ouvida na transmissão ao vivo via satélite feita pelo site da presidência da República".

No diálogo com Enciso, o líder uruguaio havia indicado que, "para conseguir algo com a Argentina", antes era necessário dialogar com o Brasil. Ele terminou sua explicação sobre as relações com os países vizinhos com a frase: "Essa velha é pior que o caolho."

Minutos depois do vazamento, o episódio de Mujica eram comparadas nas redes sociais a uma situação similar que aconteceu com o ex-presidente Jorge Batlle (2000 a 2005), que acabou viajando a Buenos Aires para pedir desculpas.

Em 30 de maio de 2002, Batlle disse a jornalistas estrangeiros em uma entrevista transmitida pela TV: "Os argentinos são um bando de ladrões, do primeiro ao último." Na época, discutiu-se se a declaração fazia parte da entrevista ou se havia sido um comentário off the record captado pela câmera que ficou ligada.

Batlle se desculpou em público e pessoalmente com o então presidente argentino, Eduardo Duhalde (2002-2003). No ano passado, explicou sua atitude: "Por que fui pedir perdão? Por uma razão muito simples. Não era um cidadão, era o presidente da República, os 3 milhões de uruguaios poderiam sofrer enormemente por um sentimento de raiva meu."

Leia tudo sobre: mujicauruguaiargentinacristina kirchner

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas