Campanha por não violência marca 45 anos da morte de Luther King

Por Reuters |

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Ativista pelos direitos civis dos negros nos EUA foi baleado e morto aos 39 anos na sacada de seu quarto no hotel Lorraine, em Memphis

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O 45º aniversário da morte do ativista Martin Luther King será lembrado nesta quinta-feira (4) com o lançamento de uma campanha contra a violência juvenil na cidade natal dele, Atlanta, e com uma passeata sindical no lugar onde ele foi assassinado.

Em 2011: Martin Luther King ganha monumento em Washington

AP
Placa marca local onde o Martin Luther King Jr. foi assassinado no antigo Motel Lorraine, agora parte do Museu Nacional dos Direitos Civis em Memphis

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O Centro King, em Atlanta, disse que homenageará seu patrono com uma campanha chamada "Os 50 Dias de Não Violência", desafiando os jovens a se absterem da violência no que resta do ano letivo nos EUA.

"Como disse meu pai, ‘a escolha não é mais entre a violência e a não violência. É a não violência ou a não existência'", disse Bernice King, filha do pastor e executiva-chefe do Centro King. "Acreditamos que os jovens têm uma liderança a desempenhar na criação de uma sociedade não violenta."

Bernice King fará um discurso em frente à ONG na quinta-feira, às 19h01 (20h01 em Brasília), momento exato em que o ativista dos direitos civis foi morto, em 4 de abril de 1968, na localidade de Memphis, no Tennessee.

Uma coroa de flores será depositada em frente à Igreja Batista Ebenezer, em Atlanta, onde King pregou, e no mesmo lugar onde outra coroa foi deixada no dia seguinte à sua morte.

King, um defensor da não violência, da irmandade racial e dos direitos iguais, tornou-se mundialmente famoso depois de liderar o boicote aos ônibus de Montgomery, que começou em dezembro de 1955. Ele ganhou o Nobel da Paz de 1964.

Em 1968, viajou a Memphis para apoiar uma greve de funcionários do serviço de saneamento. Foi baleado e morto na sacada do seu quarto no hotel Lorraine. Tinha 39 anos.

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