EUA enviarão sistema de mísseis para Guam após ameaça norte-coreana

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Pentágono descreve decisão como medida de precaução em resposta às ameaças do regime comunista de lançar ataques contra a Coreia do Sul e os EUA

O Pentágono anunciou nesta quarta-feira que enviará nas próximas semanas um sistema avançado de defesa antimísseis balísticos para a Ilha de Guam, no Pacífico, descrevendo a decisão como medida de precaução contra as ameaças da Coreia do Norte de realizar ataques contra a Coreia do Sul e os EUA.

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AP
Jato F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA decola de pista durante exercício militar na Base Aérea americana de Osan, em Pyeongtaek, sul de Seul (Coreia do Sul)

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O Departamento de Defesa está deslocando um sistema conhecido como Defesa Aérea Terminal de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês), que inclui um lançador montado em caminhão, interceptadores de mísseis, um radar de rastreamento AN/TPY-2 e um sistema integrado de controle de fogo.

"Os EUA continuam vigilantes em face das provocações norte-coreanas e estão prontos para defender o território dos EUA, nossos aliados e nossos interesses nacionais", disse uma porta-voz do Pentágono.

Cenário: Mais do que a retórica bélica, EUA temem os riscos velados da Coreia do Norte

A Coreia do Norte diz que a região está à beira de uma guerra nuclear depois da imposição de sanções da ONU em resposta a seu terceiro teste nuclear, realizado em fevereiro, e a uma série de exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul, que incluíram uma demonstração do poder aéreo americano com o sobrevoo de dois bombardeiros invisíveis B-2. Os EUA já haviam enviado aviões B-52 à Corea do Sul no início de março como uma resposta às ameaças de Pyongyang e, no domingo, usaram caças F-22, também invisíveis a radares.

O anúncio foi feito após o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, afirmar que Washington vê um perigo "real e claro" da Coreia do Norte por causa de sua capacidade nuclear e de mísseis e por causa da retórica belicosa do país.

Hagel: EUA reforçarão defesa de mísseis contra a Coreia do Norte

"Levamos essa ameaça a sério", afirmou Hagel a uma plateia na Universidade de Defesa Nacional, em Washington. "Estamos fazendo tudo que podemos, trabalhando com os chineses, e outros, para acalmar a situação na Península Coreana."

Coreia do Norte veta sul-coreanos

A Coreia do Norte barrou nesta quarta a entrada de funcionários sul-coreanos que trabalham em um complexo industrial conjunto entre os dois países no Norte, perto da fronteira. O fechamento da passagem para o parque Kaesong ocorreu um dia depois de o Pyongyang anunciar que reativaria suas instalações nucleares, incluindo um reator de plutônio e uma usina de enriquecimento de urânio, que poderiam produzir combustível para armas nucleares.

Perspectiva: Em meio a ameaças da Coreia do Norte, Coreia do Sul cogita arsenal nuclear

O complexo industrial Kaesong começou sua produção em 2004 e é um símbolo de colaboração incomum na relação entre as duas Coreias, marcada pela hostilidade. A continuidade das suas operações, apesar de episódios de alta tensão no passado, serviam como garantia às multinacionais estrangeiras de que outra guerra entre as Coreias era improvável e que seus investimentos na Coreia do Sul estavam seguros.

Não ficou claro por quanto tempo a Coreia do Norte impedirá sul-coreanos de entrar no complexo industrial, localizado na cidade de Kaesong, Coreia do Norte, e que garante o emprego de mais de 50 mil norte-coreanos. A última grande interrupção no fluxo de sul-coreanos aconteceu em 2009 e durou três dias.

*Com Reuters e BBC

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