Em vídeo, Lula apoia Maduro em eleição da Venezuela

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ex-presidente afirma que sucessor apontado por Chávez seria capaz de cumprir objetivos do chavismo. Imagem de líder morto no dia 5 é onipresente em campanha eleitoral

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva expôs seu apoio ao candidato governista Nicolás Maduro nas eleições presidenciais da Venezuela, marcadas para o dia 14.

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AE
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Em um vídeo divulgado na TV estatal da Venezuela, Lula diz acreditar que Maduro seria capaz de cumprir os objetivos estabelecidos pelo presidente Hugo Chávez, que morreu em 5 de março depois de uma longa luta contra um câncer. Chávez e Lula eram aliados políticos, com seus respectivos países tendo fortes vínculos comerciais.

No vídeo, Lula diz que não quer se intrometer nas questões domésticas venezuelanas, mas ressalta que Chávez escolheu Maduro como seu sucessor antes de sua morte. Maduro agradeceu a Lula pelo seu apoio durante um discurso televisionado na segunda-feira.

Semanas após sua morte, o líder socialista ainda está presente na vida cotidiana da Venezuela e na campanha eleitoral. Sua voz gravada ressoa nos comícios do presidente interino Maduro, que se posiciona sob faixas com o rosto de Chávez e acena para multidões carregando cartazes com o nome dele.

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Maduro, que é o favorito para ganhar a eleição desencadeada pela morte de Chávez no mês passado, raramente perde a chance de citar o homem que muitos venezuelanos conhecem como "El Comandante".

"Todas as profecias de Hugo Chávez, o profeta de Cristo nesta terra, tornaram-se realidade", entoou Maduro em um comício comemorando o aniversário da libertação do ex-presidente da prisão por liderar um fracassado golpe em 1992.

"Na eternidade, ou onde quer que esteja, você deve estar orgulhoso porque deixou ao nosso povo a maior herança de todas: uma nação livre e independente no caminho para o socialismo", disse sobre o homem amado por seus defensores como um salvador, mas execrado por adversários como um ditador.

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Buscando explorar a emoção após a morte do ex-líder, a campanha presidencial de Maduro colocou a imagem de Chávez em quase tudo, exceto a cédula.

Dos discursos retumbantes celebrando os dias de Chávez como um conspirador militar de esquerda a histórias contadas em voz baixa sobre seus dias finais sofrendo de câncer, Maduro fez do fantasma de Chávez a peça central de sua campanha.

Pesquisas mostram o ex-motorista de ônibus de 50 anos à frente do candidato da oposição Henrique Capriles por, pelo menos, 14 pontos percentuais.

AP
Presidente interino e candidato presidencial da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de evento em Caracas (01/04)

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Ele aproveita os amplos gastos do Estado para apoiar sua candidatura, e tem usado a celebração do legado de Chávez para manter a atenção longe da alta inflação, escassez de produtos e uma das maiores taxas mundiais de criminalidade violenta.

Balões para Chávez

Em um comício, um cheque simbólico de dividendos de uma empresa de telefonia que Chávez nacionalizou foi amarrado a balões de hélio vermelhos e lançado para o céu para agradecê-lo por uma onda de aquisições estatais que colocaram grande parte da economia sob controle do governo.

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A gravação de Chávez cantando o hino geralmente termina com ele gritando "Viva a Venezuela!" e em seguida é cortada para um silêncio constrangedor antes de Maduro falar.

Embora não tão onipresente, a sombra de Chávez também aparece na campanha da oposição. Atravesssando o país em uma cruzada semelhante à de 2012 contra Chávez, Capriles frequentemente invoca o ex-líder - mas para tentar depreciar Maduro como uma imitação fraca do ex-chefe. "Nicolás, você não é Chávez!", diz.

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Estrategistas da oposição e partidários estão intimidados e revoltados com o que veem como a exploração grosseira do nome do líder morto pelo governo.

"Eles deveriam deixá-lo descansar em paz agora. Em nosso país, não se mexe com os mortos, nós os deixamos quietos para desfrutar de seu descanso eterno", disse Elmira Pereira, de 33 anos, uma lojista que participava de um comício de Capriles.

*Com AP e Reuters

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