Tropas do Mali procuram rebeldes após confrontos em Timbuktu

Por iG São Paulo |

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Militantes haviam se infiltrado na cidade após ataque suicida no sábado. Combates deixaram um militar e 20 insurgentes mortos

As tropas do Mali fizeram buscas de casa em casa em Timbuktu na manhã desta segunda-feira, após horas de combates com rebeldes islâmicos que tinham se infiltrado na cidade do deserto, no norte do país, no fim de semana. Timbuktu é um antigo entroncamento no deserto do Saara, cerca de 1 mil km ao norte da capital do país, Bamako.

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Moradores disseram que a calma voltou na noite de domingo, depois que fortes confrontos e ataques aéreos de caças franceses que apoiam as tropas do Mali forçaram os habitantes a buscar abrigo dentro de casa.

"Tudo começou depois de um atentado suicida com um carro-bomba por volta das 22 horas (19 horas de sábado em Brasília), que serviu para distrair os militares e permitir que um grupo de jihadistas se infiltrassem na cidade de noite", disse um militar no domingo.

Esse foi o primeiro grande ataque lançado pela Al-Qaeda do Magreb Islâmico em Timbuktu desde que a cidade foi libertada pelas forças francesas em 28 de janeiro.

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A luta refletiu a dificuldade de garantir a segurança do Mali depois de a França ter lançado uma intervenção militar em janeiro, que forçou a retirada dos rebeldes de seus redutos no norte e de bases em áreas remotas nas montanhas, mas os militantes vêm reagindo com vários ataques suicidas.

"As coisas estão tranquilas nesta manhã. Os mercados estão abertos, o tráfego está nas ruas, e as pessoas estão fora de suas casas", contou Garba Maiga, residente de Timbuktu, por telefone.

Fontes do Exército do Mali disseram que os soldados vasculhavam áreas da cidade para garantir que não havia sobrado combatentes rebeldes lá.

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Ao menos um soldado do Mali foi morto nos confrontos juntamente com mais de 20 insurgentes, de acordo com um comunicado do governo divulgado na noite de domingo. Moradores disseram que pelo menos cinco civis foram mortos no fogo cruzado.

O governo francês quer reduzir sua atual presença militar de 4 mil para 1 mil soldados até o final do ano à medida que transferir sua missão para uma força regional africana.

*Com Reuters e AP

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