Mortes de promotor e sua mulher no Texas parecem premeditadas

Por Reuters |

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McLelland e sua mulher, Cynthia, foram achados mortos no sábado, dois meses após morte de promotor-assistente; há suspeitas de envolvimento de grupo supremacista branco

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A morte de um promotor do Texas e da mulher dele, no mesmo condado onde um promotor-assistente já havia sido assassinado em janeiro diante de um tribunal, não parece ter sido aleatória, disse uma autoridade local no domingo.

AP
Mike McLelland, promotor do condado de Kaufman, responde perguntas durante coletiva em 31 de janeiro. McLelland e sua mulher foram encontrados mortos a tiros no sábado

Mike McLelland, promotor do condado de Kaufman, e sua mulher, Cynthia, foram achados mortos a tiros no sábado na sua casa, perto da localidade texana de Forney, dois meses depois do crime contra o promotor-assistente Mark Hasse.

"Na minha visão, parece que não foi aleatório. Foi um ataque dirigido", disse o prefeito de Forney, Darren Rozell, à CNN. "Estamos obviamente tristes e chocados, mas há algum ultraje também."

Ele não citou possíveis motivações para o crime, e nem ele nem o xerife local, David Byrnes, descartaram uma vinculação entre as mortes.

Hasse foi morto em 31 de janeiro, mesmo dia em que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou nota dizendo que a Promotoria do condado de Kaufman havia se envolvido em um caso de extorsão contra um grupo supremacista branco chamado Irmandade Ariana.

Bruce Wood, juiz do condado de Kaufman, afirmou que o último contato conhecido com o casal McLelland ocorreu por volta de 19 horas de sexta-feira (hora local). O juiz descreveu McLelland como um amigo e colega e disse que os dois conversavam regularmente sobre o caso Hasse.

Várias autoridades estaduais e federais, incluindo o FBI, participam da investigação, e é cedo para falar em suspeitos, segundo Byrner.

McLelland, um veterano que passou 23 anos no Exército e participou da operação Tempestade no Deserto (Guerra do Golfo), deixa cinco filhos, incluindo um que é agente da polícia de Dallas, segundo biografia no site do condado.

As autoridades não prenderam ninguém por causa da morte de Hasse. McLelland havia prometido levar o assassino à Justiça.

Neste mês, o caso teve uma nova reviravolta com o anúncio de que o FBI investigava uma possível relação da morte de Hasse com o assassinato de Tom Clements, diretor prisional do Colorado, em 19 de março.

Evan Spencer Ebel, de 28 anos, ex-detento do Colorado suspeito de matar Clements, morreu em tiroteio com a polícia no dia 21 em Decatur, no Texas. Ebel era membro de uma quadrilha supremacista branca chamada 211 Crew, e tinha uma tatuagem de suástica, segundo registros judiciais.

Mas o juiz Wood disse que os investigadores não descobriram ligações entre as mortes de Clements e Hasse.

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