Centenas de imigrantes africanos são resgatados na costa italiana

Por Reuters |

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Cerca de 700 pessoas foram interceptadas em 10 embarcações precárias, perto da ilha de Lampedusa, na Sicília

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A guarda costeira italiana afirmou nesta sexta-feira (29) que interceptou cerca de 700 imigrantes, em sua maioria africanos, tentando chegar ao país a bordo de 10 embarcações frágeis e precárias.

Um navio abarrotado com 150 pessoas enviou pedido de socorro a cerca de 80 milhas ao largo da pequena ilha siciliana de Lampedusa, na tarde desta sexta-feira, disse o serviço.

Os serviços de emergência foram enviados para resgatá-los e outras 70 pessoas em uma embarcação de borracha nas proximidades. Todos os demais barcos foram parados ao longo dos últimos dois dias.

Leia: Naufrágio deixa 55 mortos ou desaparecidos na Somália, diz ONU 

A costa da Itália é um destino comum para os imigrantes do norte e da África sub-saariana. Milhares já morreram durante viagens arriscadas no Mediterrâneo, como resultado de naufrágio, condições adversas e a falta de comida e água, afirmam ativistas.

"Com a chegada da primavera e a consequente melhoria nas condições de tempo, as tentativas de imigrantes para chegar à costa italiana aumentam expressivamente", disse a Guarda Costeira em um comunicado.

Equipes de resgate também receberam uma chamada de emergência de um outro barco que transportava 131 pessoas de África sub-saariana, Paquistão e Bangladesh, perto de Lampedusa.

Durante a noite o guarda costeira resgatou 31 pessoas de Marrocos e da África subsaariana em um barco na costa sul da Sicília, que também seguia em direção a Lampedusa.

Um funcionário disse que 214 outros imigrantes, principalmente da África, em cinco barcos, também foram detidos nas últimas 48 horas.

Todos os imigrantes estão detidos em centros de acolhimento na Sicília e Lampedusa, disse o oficial.

Estima-se que 1.500 imigrantes morreram no Mediterrâneo em 2011, muitos deles tentando escapar dos movimentos que levaram à derrubada de ditadores no Norte da África, de acordo com a Human Rights Watch. A ONG estimou em 300 o número de mortos em 2012.

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