Michelle Bachelet volta ao Chile para disputar eleição presidencial

Por Reuters |

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Decisão da ex-presidente acelera a corrida à eleição de novembro, para a qual ela é favorita, segundo as pesquisas

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A popular ex-presidente chilena Michelle Bachelet aceitou nesta quarta-feira (27) ser a pré-candidata de uma coalizão de centro-esquerda à Presidência do país, o que acelera a corrida à eleição de novembro, para a qual ela é favorita, segundo as pesquisas.

Bachelet, a primeira mulher a governar o Chile, voltou ao país depois de renunciar há alguns dias a seu cargo de diretora-executiva da ONU Mulher, em Nova York, nos Estados Unidos.

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AP
Com uma das gestões mais populares do Chile, a ex-presidente governou o país entre 2006 e 2010

"Amigas e amigos, quando estive aqui eu disse a vocês: em março conversamos. Estou aqui diante de vocês cumprindo minha promessa. Estou aqui diante de vocês disposta a assumir esse desafio, que é pessoal, mas, sobretudo, coletivo, com alegria, com determinação e muita humildade, tomei a decisão de ser candidata", disse ela a um grupo de simpatizantes, sob aplausos e assobios.

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A pediatra socialista, que governou o país entre 2006 e 2010, conseguiu que sua gestão fosse uma das mais populares do Chile graças a um estilo cordial e às políticas de benefícios sociais em um dos países mais estáveis da região.

Contudo, seu legado foi manchado pela lenta resposta de seu governo às consequências do devastador terremoto seguido de tsunami de 27 de fevereiro de 2010.

Apesar disso, a ex-presidente é considerada por seus partidários como a melhor candidata da coalizão opositora Concertación para enfrentar a direita.

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Bachelet disse que concorrerá nas primárias da oposição, nas quais três políticos já anunciaram suas intenções de participar.

O presidente chileno, o direitista Sebastián Piñera, que por lei não pode se reeleger, enfrenta baixa popularidade nas pesquisas, apesar de ter conseguido um crescimento econômico superior ao da gestão de Bachelet.

O ex-ministro de Mineração e de Obras Públicas Laurence Golborne, um carismático empresário, e o ex-ministro da Defesa Andrés Allamand, um político experiente, lutam para ser o candidato da centro-direita.

Uma pesquisa feita em janeiro pelo Centro de Estudos Públicos (CEP) revelou que 49% dos chilenos querem Bachelet como a próxima presidente, frente a 11% de Golborne, que liderou o famoso resgate dos 33 mineiros presos em uma mina do país.

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