Ex-presidente chilena anuncia que disputará eleições em novembro e conta da representação diplomática comenta: 'Bachelet, Bachelet, Bachelet... Não há outra notícia?'

A Embaixada dos Estados Unidos em Santiago se desculpou nesta quinta-feira (28) por uma brincadeira publicada em sua conta no Twitter na noite de quarta.

Retorno: Michelle Bachelet volta ao Chile para disputar eleição presidencial

Ex-presidente governou o Chile de 2006 a 2010 e teve a gestão mais popular do país
AP
Ex-presidente governou o Chile de 2006 a 2010 e teve a gestão mais popular do país

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Após a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet (2006-2010) ter realizado um ato no bairro pobre de El Obrero, na capital, formalizando que disputará as eleições presidenciais de 17 de novembro, a representação americana publicou o comentário irônico: “Bachelet, Bachelet, Bachelet... Não há outra notícia?”

A mensagem pegou mal e a embaixada apagou o texto, alegando que ele havia sido escrito por um “usuário não autorizado”. “Nossas desculpas pelo último tweet. Um usuário não autorizado enviou a mensagem a essa conta”, argumentou a missão diplomática.

Retorno socialista

Primeira mulher a governar o Chile e integrante da coalizão de esquerda e centro-esquerda que assumiu o poder após a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), a médica Bachelet deixou o Palácio La Modena, sede do poder chileno em Santiago, com 81% de aprovação popular.

Apesar do alto índice, ela não conseguiu eleger o democrata cristão Eduardo Frei como seu sucessor, que perdeu para o empresário Sebastián Piñera. A vitória do atual presidente levou a direita novamente ao La Moneda, após 20 anos de governos esquerdistas.

Agora, aos 61 anos, Michelle pretende retomar o posto. “É justo assinalar que não fizemos muito bem algumas coisas e ficaram reformas pendentes”, afirmou, em referência a divisões dentro da esquerda que levaram à perda do poder.

Ela indicou também que pretende abrir espaço para lideranças da direita no que classificou como “o primeiro governo de uma maioria social”.

Filha de um general assassinado pela ditadura, Michelle renunciou à direção da ONU Mulher em 2012. A saída abriu margem para especulações sobre sua intenção de disputar novamente a presidência do Chile. “Estou disposta a assumir esse desafio pessoal, mas, mais que tudo, coletivo. Com alegria, determinação e muita humildade, tomei a decisão de ser candidata”, anunciou.

Pesquisa recente do Centro de Estudos Públicos chileno mostrou que Michele teria 49% das intenções de votos. O pré-candidato da situação Laurence Golborne , ex-ministro de Obras Públicas, Energia e Mineração, apareceu com 11%. O levantamento também indicou que 53% dos chilenos acreditam que ela voltará à presidência.

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