Reino Unido perde apelação para deportar imã radical Abu Qatada

Por iG São Paulo |

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País queria deportar o religioso para Jordânia, onde foi condenado por planejar ataques terroristas; juízes afirmam, entretanto, que, em Amã, clérigo enfrentaria julgamento injusto

O governo britânico perdeu nesta quarta-feira (27) a apelação contra a decisão de um tribunal de imigração permitindo que o clérigo radical muçulmano Abu Qatada permaneça no Reino Unido. O país queria deportar o religioso para a Jordânia, onde ele foi condenado por planejar ataques terroristas em 1999 e 2000.

Leia também: Imã radical Abu Qatada é libertado no Reino Unido

AP
Imagem de 2005 difundida por canais de TV árabes mostra Abu Qatada em prisão no Reino Unido

Decisão: Justiça britânica aceita recurso contra extradição de imã radical à Jordânia

Sucessivos governos britânicos desde 2001 tentam deportar Abu Qatada, cujo nome verdadeiro é Omar Mahmoud Mohammed Othman. Mas o homem descrito pelos promotores como um operador importante da Al-Qaeda na Europa conseguiu, com sucesso, driblar todos os pedidos de deportação em cortes britânicas e europeias.

A ministra do Interior britânica Theresa May desafiou a decisão do painel de imigração, que argumentou que poderia enfrentar um julgamento injusto na Jordânia com base em evidências obtidas por meio de tortura.

Leia mais: Clérigo considerado líder espiritual da Al-Qaeda na Europa é detido

O gabinete do Ministério do Interior disse que recorreria novamente, acrescentando: "Esse não é o fim da estrada. O governo segue determinado em deportar Abu Qatada". Um porta-voz afirmou também que "enquanto isso, continuamos a trabalhar com os jordanianos para resolver as questões legais pendentes."

Segundo a rede britânica BBC, Abu Qatada agora pode solicitar à Comissão de Apelação Especial de Imigração sua soltura da prisão, onde está detido sob a legislação imigratória. Essa lei só pode ser usada se houver uma perspectiva realista de que a pessoa vai ser deportada - perspectiva que esta decisão prejudica.

Abu Qatada voltou a ser preso na prisão de Belmarsh no início do mês após suposta violação das condições de liberdade, envolvendo o uso de equipamentos de comunicação em sua casa. A polícia disse que sua prisão estava ligada a uma investigação acerca de material extremista divulgado na internet.

Ele foi preso pela primeira vez em outubro de 2002 no sul de Londres e detido na prisão de segurança máxima em Belmarsh. Depois, foi preso novamente e libertado sob pagamento de fiança diversas vezes nos anos seguintes. Em novembro de 2012, ele foi solto novamente sob fiança.

Com AP e BBC

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