Durante cerimônia de naturalização, presidente dos EUA desafiou os deputados a terminarem seu trabalho na finalização do projeto de lei

O presidente Barack Obama desafiou o Congresso nesta segunda-feira (25) a "terminar o seu  trabalho" na finalização da legislação que tem como objetivo reformar o sistema de imigração dos EUA.

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Presidente Barack Obama participa da cerimônia de naturalização de 28 imigrantes na Casa Branca, Washington
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Presidente Barack Obama participa da cerimônia de naturalização de 28 imigrantes na Casa Branca, Washington

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Com integrantes do Congresso e do Senado fora durante a semana passada, por causa do feriado, Obama fez as observações mais contundentes sobre a difícil questão em mais de um mês, dizendo esperar que os deputados assumam o debate sobre a medida rapidamente e que quer torná-la lei o mais breve possível.

"Sabemos há anos que nosso sistema de imigração está quebrado", disse o presidente durante cerimônia de cidadania na Casa Branca. "Após evitar o problema por anos, chegou o momento de consertá-lo de uma vez por todas."

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O presidente falou durante  cerimônia de naturalização para 28 novos cidadãos norte-americanos na Casa Branca. Treze dos novos cidadãos são membros efetivos do Exército dos EUA. O juramento de fidelidade foi realizado pela secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano.

Obama foi anfitrião de diversas cerimônias de cidadania nos anos anteriores, mas o evento desta segunda-feira teve profunda relação política, dado o contínuo debate sobre a reforma da imigração no Congresso. Um grupo de oito senadores republicanos e democratas está perto de finalizar o projeto de lei que remodelaria dramaticamente a situação da imigração e do emprego americanos.

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Obama destacou as realizações de muitos dos 28 presentes que tinham acabado de se tornar cidadãos norte-americanos e disse que os imigrantes revigoravam a força de trabalho e beneficiavam os negócios. "Se quisermos continuar atraindo os melhores e mais inteligentes que o mundo tem a oferecer, temos que fazer um trabalho melhor para recebê-los", disse.

O presidente parabenizou o esforço do Congresso, mas pressionou os deputados a realizar suas discussões rapidamente. "Temos muitos relatórios e estudos", disse Obama. "Nós só temos que, nessa altura, trabalhar com coragem política para fazer o que é necessário."

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O sistema de imigração se tornou prioritário na agenda interna de Obama, principalmente depois das eleições em novembro . Os hispânicos compuseram 10% do eleitorado que apoiou Obama, em parte por causa da dura posição dos republicanos acerca do tema.

Os resultados das eleições estimularam os republicanos a enfrentar a reforma da imigração pela primeira vez desde 2007, em um esforço crescente do partido para aumentar sua presença entre os hispânicos e manter-se competitivo nas eleições nacionais.

Obama e o grupo bipartidário no Senado estão próximos nos pontos principais em uma potencial lei de imigração, incluindo estabelecer um caminho para a cidadania, fortalecer o sistema de imigração legal e repreender empresas que empregam imigrantes ilegais. A Casa Branca apoiou apoiou fortemente o processo do Senado, mas diz que tem seua prórpia lei da imigração pronta caso o debate no Congresso for paralisado.

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O caminho para a cidadania pode ser chamado de o caminho para um "green card" para amenizar a oposição entre os republicanos, embora assessores do Senado tenham caracterizado isso como uma distinção semântica. Atualmente, os EUA têm cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais. 

O chamado "green card", que não é mais verde, permite que um estrangeiro viva e trabalhe nos Estados Unidos e, por fim, peça a cidadania.

Com AP e Reuters

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