Obama encerra giro pelo Oriente Médio com visita às ruínas de Petra

Por iG São Paulo |

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Após reuniões com líderes, coletivas e discursos em Jerusalém, Ramallah e Amã, presidente dos EUA tem dia de turista na antiga cidade

No papel de turista, o presidente dos EUA, Barack Obama, caminhou pelos estreitos corredores da famosa cidade antiga de Petra neste sábado (23), observando os penhascos de rochas avermelhadas e descrevendo a paisagem com uma única palavra: "Extraordinária."

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Reuters
De jaqueta preta e óculos escuros, presidente dos EUA, Barack Obama, visita a cidade antiga de Petra, Jordânia

"Isso é muito espetacular", disse, enquanto esticava o pescoço para ver melhor as rochas que surgiam de um estreito corredor que dava para a praça ensolarada em frente ao edifício da Câmara do Tesouro. A fachada da Câmara é considerada a obra-prima dessa antiga cidade esculpida pelos nabateus há mais de 2 mil anos.

Os beduínos deram o nome ao prédio de Tesouro, porque acreditavam que uma urna esculpida no topo guardava grandes tesouros, mas na verdade representava um memorial da realeza dos nabateus. Ainda é possível ver buracos de bala de pessoas que tentavam recuperar o tesouro.

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Vestido para a ocasião, com calça cáqui, jaqueta preta, tênis de caminhada e óculos escuros, Obama começou o tour em Siq, longo desfiladeiro, que forma a entrada da antiga cidade de Petra.

O avião de Obama aterrissou em Petra neste sábado após uma hora de viagem partindo de Amã, a capital da Jordânia. O céu nublado ameaçou os planos de viagem de Obama, mas o tempo melhorou durante o voo.

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Petra é a atração turística mais popular da Jordânia, e atrai mais de 500 mil turistas todo ano desde 2007. A visita de 24 horas de Obama na Jordânia - ele chegou ao país na sexta-feira, é a parada final em um giro de quatro dias pelo Oriente Médio, a primeira viagem internacional do presidente em seu segundo mandato. Essa também foi a primeira visita de Obama como presidente a Israel e a Jordânia.

Na maior parte do tempo, Obama ficou em Israel, onde se reuniu diversas vezes com o premiê Benjamin Netanyahu e reafirmou o compromisso em manter Israel segura. Ele também tratou da Síria, reiterando que haverá consequências caso o presidente Bashar al-Assad tenha usado armas químicas contra o seu povo, que enfrenta uma guerra civil há mais de dois anos.

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Em Ramallah, na Cisjordânia, ele se reuniu por duas horas com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e depois fez um apelo para que os dois lados do conflito palestino-israelense enxerguem que uma solução de dois Estados ainda é viável.

Na quinta-feira, durante palestra a estudantes universitários, Obama pediu para que "Israel se colocasse no lugar dos palestinos": "O direito dos palestinos à autodeterminação e à justiça também deve ser reconhecido. Coloque-se em seu lugar, veja o mundo com seus olhos. Não é justo que uma criança palestina não possa crescer em um Estado seu, vivendo toda sua vida com a presença de um Exército estrangeiro que controla seus movimento a cada dia."

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Após visita a lugares simbólicos de Israel na sexta-feira, como o Memorial do Holocausto, Obama partiu para a Jordânia onde prometeu mais US$ 200 milhões para ajudar os mais de 460 mil refugiados sírios que vivem no país.

É esperado que o presidente esteja em Washington ainda esta noite

Com AP

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