França confirma morte de Abou Zeid, comandante de filial da Al-Qaeda

Por iG São Paulo |

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Presidente do Chade já havia dito que Abou Zeid, líder graduado do braço da rede terrorista no Magreb Islâmico, estava morto; morte ocorreu em combate no Mali em fevereiro

Abdelhamid Abou Zeid, um dos líderes da Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQIM), foi morto em combate com tropas francesas durante a intervenção militar no Mali, informou a França neste sábado (23). A confirmação coloca fim a semanas de incerteza em relação ao comandante islamita.

Em comunicado divulgado neste sábado, o gabinete do presidente François Hollande disse que o falecimento estava "definitivamente confirmado" e que a morte de Abou Zeid "marca um passo importante na luta contra o terrorismo no Sahel".

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Reuters
Abdelhamid Abou Zeid fala em local desconhecido em reprodução de vídeo sem data obtido pela Sahara Media em 01/03/2013

O presidente do Chade afirmou no início do mês que as tropas de seu país haviam matado Abou Zeid durante a luta para desalojar a filial da Al-Qaeda do norte do Mali. Autoridades francesas afirmaram por semanas que Abou Zeid "estava provavelmente" morto, mas esperaram para que os testes de DNA verificassem a informação.

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Abdelhamid Abou Zeid, que acredita-se tinha 47 anos, era o pilar da parte sul do domínio da Al-Qaeda no Magreb Islâmico, responsável pela morte de dois reféns europeus, e líder da tomada do norte do Mali.

Ele foi morto nas operações nas montanhas de Adrar des Ifoghas, no norte do Mali, no final de fevereiro, disse o comunicado divulgado pelo gabinete de Hollande.

O Exército francês iniciou sua intervenção no Mali em 11 de janeiro para afastar os militantes ligados a Abou Zeid e de outros grupos extremistas que impuseram rígidas leis islâmicas e eram considerados uma ameaça terrorista internacional.

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Abou Zeid liderou uma das mais violentas brigadas da franquia da Al-Qaeda do Norte da África. Acredita-se que ele manteve quatro franceses sequestrados dois anos atrás em uma mina de urânio na Nigéria. O destino desses reféns, que trabalhavam na companhia francesa Areva, é incerto.

Abou Zeid também sequestrou um francês que foi libertado em 2010, e outro que foi executado em julho. Ele também está ligado à execução de um refém inglês em 2009. 

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Ele era visto como um radical disciplinado que mantinha fortes laços com o chefe da Al-Qaeda do Magreb Islâmico, Abdelmalek Droukdel, que supervisiona as operações do grupo de seu posto no norte da Argélia.

Abou Zeid lutou ao lado de uma sucessão de movimentos insurgentes islâmicos que tentavam tomar o Estado da Argélia desde 1992. Ele, suportamente, uniu-se ao brutal, e agora extinto, Grupo Armado Islâmico, que massacrou vilarejos no norte da Argélia, e depois se juntou ao Grupo Salafista para o Combate que foi incorporada pela Al-Qaeda do Magreb Islâmico em 2006.

Com AP

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