Presidente da Itália pede ao líder da centro-esquerda para formar governo

Por iG São Paulo |

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Acredita-se que Bersani, cujo partido conseguiu maioria na Câmara, tem apenas poucas chances de alcançar um acordo com outras legendas para conquistar apoio no Senado

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, pediu nesta sexta-feira ao líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani para verificar se tem apoio suficiente para formar um governo e para responder o quanto antes ao chefe de Estado.

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AP
Líder da centro-esquerda italiana, Pier Luigi Bersani, ouve perguntas de repórteres no palácio presidencial de Quirinale, em Roma

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"(Pedi a Bersani) para verificar se tem uma maioria segura para obter um voto de confiança em ambas as Casas do Parlamento", disse o presidente italiano.

As eleições nacionais do mês passado terminaram sem um claro vencedor, mas Napolitano afirmou que Bersani, de 61 anos, tinha melhores condições de criar um governo dada "as circunstâncias mais difíceis" - uma referência ao fato de o líder político ter uma maioria confortável na câmara baixa, mas não no Senado, cuja votação acabou dividida. Na Itália, ambas as Casas têm os mesmos poderes legislativos.

Bersani disse que tentaria formar um governo voltado para reformas "com o maior equilíbrio e determinação possíveis". Acredita-se que Bersani tem apenas pequenas chances de conseguir um acordo com os outros partidos para conquistar apoio no Senado.

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Previamente Bersani rejeitou formar uma coalizão com a aliança conservadora do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. Mas, se ele realmente desconsiderar Berlusconi, o líder de centro-esquerda precisará conquistar o apoio do terceiro bloco com maior número de votos no Parlamento, um movimento populista antieuro fundado pelo comediante Beppe Grillo.

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Grillo rejeitou dar um voto de confiança para apoiar qualquer partido tradicional - e um voto favorável da maioria no Parlamento é necessário para formar qualquer governo. Apesar disso, alguns legisladores de Grillo se separaram do movimento durante o fim de semana e votaram para apoiar a candidatura de Bersani como presidente do Senado, iniciativa que enfureceu Grillo.

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