Líder dos separatistas curdos pede cessar-fogo

Por iG São Paulo |

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Após conversas com governo turco, Abdullah Ocalan, que está preso, disse que os rebeldes devem abandonar suas armas em prol do diálogo com o governo do país

O líder dos rebeldes curdos Abdullah Ocalan, que está preso, pediu nesta quinta-feira (21) um imediato cessar-fogo e a retirada imediata de seus combatentes dos territórios turcos.  A mensagem, lida nesta quinta-feira (21), foi considerada um grande passo para o fim de uma das mais sangrentas insurgências do mundo.

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Reuters
Curdos seguram bandeiras com o rosto de Abdullah Ocalan durante celebração em Diyarbakir, na Turquia

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No texto, lido por deputados pró-curdos na linguagem curda e turca, Ocalan disse: "chegamos em um ponto no qual as armas devem ser silenciadas e as ideias devem falar. Uma nova era começou, em que a política, não as armas, estão na linha de frente".

"Chegamos ao estágio em que nossos elementos armados precisam recuar para além da fronteira", continuou Ocalan na mensagem.

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A Turquia deu início às conversas com Ocalan, para colocar um fim no conflito que, em 30 anos, seifou milhares de vidas. Seu grupo luta pela independência territorial do Curdistão, no sudeste da Turquia. 

A mensagem foi lida para milhares reunidos em uma celebração de primavera em Diyarbakir, a maior cidade do sudeste da Turquia, de maioria curda. O povo celebrou nas ruas pelo aparente fim do conflito.

A Turquia confirmou em dezembro que travava um diálogo com Ocalan com o objetivo de persuadir o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK, a se desarmar. O grupo é considerado uma organização terrorista pela Turquia e por seus aliados do Ocidente.

Rebeldes curdos declararam cessar-fogo diversas vezes no passado, mas estes eram ignorados pelo Estado, que prometia lutar contra o PKK até o fim. O governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan também admitiu ter fracassado em diversas conversas secretas com o PKK nos últimos anos, mas nessa última tentativa - realizada de maneira mais pública e com mais participação de Ocalan - aumentou as esperanças de que tivesse como resultado um acordo bem-sucedido.

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