Presidente conversou por alguns minutos com o pontífice na fila dos cumprimentos; diálogo reservado ocorre na manhã de quarta-feira

A presidente Dilma Rousseff cumprimentou nesta terça-feira (19) o papa Francisco e conversou por alguns minutos com ele na fila dos chefes de Estado após a cerimônia que marcou a entronização do cardeal argentino Jorge Bergolgio. 

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Dilma Rousseff cumprimenta papa após missa inaugural na Basílica de São Pedro, no Vaticano
Roberto Stuckert Filho/PR
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Antes do encontro desta manhã, a presidente disse que sua intenção era falar com o pontífice sobre o combate à pobreza e à fome. Dilma se reúne nesta quarta-feira (20) às 11h (7h em Brasília) com o papa Francisco, no Vaticano. 

Dilma elogiou o empenho do papa em dar prioridade aos pobres, mas pediu que ele compreenda as “opções diferenciadas” no mundo . Ela ressaltou na segunda-feira que Francisco “tem um papel importante a cumprir”.

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Na homilia, o papa apelou aos líderes políticos para que sejam responsáveis. Francisco usou as expressões “por favor” e “pedir” ao se dirigir aos líderes para que assumam o papel de “guardiões”, afastando os riscos de destruição e morte do mundo.

O apelo ocorreu na missa que marcou o começo do pontificado. Francisco pediu ainda que todos mantenham a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. Citou várias passagens bíblicas e mencionou repetidas vezes a palavra “responsabilidade”.

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“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos 'guardiões' da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, disse Francisco.

Francisco também disse que o papel do papa é abrir seus braços e proteger toda a humanidade, mas "especialmente os mais pobres, os mais fracos, os menos importantes, aqueles a quem Mateus lista no julgamento final sobre o amor: o faminto, o sedento, o estranho, o nu, o doente e aqueles na prisão."

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Pelo menos 132 países enviaram delegações. Dilma participou da missa acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores. Também estavam presentes 32 líderes de distintas religiões, segundo o Vaticano.

Com Agência Brasil

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